SAFRA 2015/16 DEVE SER ATÉ 20% MENOR, DEFINEM ENTIDADES

Santa Cruz do Sul/RS – Para tentar garantir melhor remuneração pelo tabaco que produzem, os agricultores deverão encolher suas lavouras em até 20% na safra 2015/16. A decisão foi anunciada na tarde desta quinta-feira pelos representantes dos produtores após dois dias de reuniões. A ideia é tirar proveito da lei da oferta e procura: com menos tabaco no mercado, os preços pagos aos produtores tendem a subir.

Desde a manhã dessa quinta-feira dirigentes da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e das federações da agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos trabalhadores na agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Fetag, Fetaesc e Fetaep) reuniram-se com representantes da Philip Morris, Souza Cruz, JTI, Universal Leaf, China Brasil Tabacos, Alliance One, CTA e Premium. O objetivo era montar um planejamento de safra em sintonia com a demanda global, evitando que os estoques permaneçam abarrotados.

Com isso, as entidades passarão a seguinte orientação aos produtores a partir de agora, quando já começa o preparo das mudas para a próxima safra: a produção de tabaco Virgínia deve ser 12% menor e a de Burley, 20% menor. Em contrapartida os fumicultores deverão redobrar os cuidados para garantir uma safra de boa qualidade, um argumento e tanto na hora da comercialização. A meta é colher 607 mil toneladas de tabaco nos três estados do Sul na safra 2015/16. No atual ciclo a produção deverá ficar em 695,8 mil toneladas.

“Convocamos as reuniões com as indústrias para que elas revelem suas intenções de produção. E, de acordo com cada uma delas, haverá redução ou, no máximo, manutenção de área. Mas não podemos deixar o fumicultor plantar e, quando começar a comercialização, as indústrias alegarem não ter mercado”, destacou a comissão dos agricultores por meio de nota. “Ao reduzir a área o produtor pode se dedicar ainda mais ao produto e investir na qualidade, o que dará ao fumicultor uma competitividade a mais na hora da venda”, frisou o grupo.

COMERCIALIZAÇÃO

É consenso entre os representantes dos produtores que houve uma pequena melhora na comercialização da atual safra após a mobilização realizada em Venâncio Aires no dia 10 de abril, mas ainda está aquém do esperado. Segundo as empresas, esta tendência de melhora deve se manter até o fim da safra, uma vez que, até o momento, houve a compra de grande percentual de tabaco do chamado baixo pé, restando o médio e alto pé para serem comercializados. Como as empresas não garantiram a melhora, as entidades continuam mobilizadas.

Assessoria de Comunicação da Afubra
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