Impactos à 8ª maior receita agropecuária do Sul do País serão discutidos em audiência pública

Santa Cruz do Sul/RS – Decisões que impactam um dos setores produtivos mais rentáveis do Sul do Brasil têm sido sonegadas da sociedade brasileira. O clamor por transparência é o mote da audiência pública marcada para 22 de maio, às 14 horas, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A audiência foi requerida pelo deputado federal Alceu Moreira e terá como convidados membros da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq) e do setor produtivo do tabaco. O deputado deve cobrar mais transparência por parte da Conicq para com a sociedade brasileira, e deve solicitar durante a audiência, junto com seus pares, o envio da posição que será enviada ao secretariado da 8ª Conferência das Partes (COP 8) sobre os temas que serão debatidos na conferência.

A COP 8 será realizada entre 1º e 6 de outubro, em Genebra, mas a posição oficial dos países deve ser enviada até 1º de agosto para o secretariado da COP. A própria pauta da COP8 não está muito clara e a preocupação é que sejam debatidas questões que possam impactar a produção e os hábitos de consumo.

Temos no Brasil a mesma relevância econômica de outros setores, como o algodão, por exemplo. Ainda assim, temos sido amplamente atacados e, não apenas no produto final, que no final do dia é legal e sofre com a concorrência desleal de produtos contrabandeados, mas também no campo, a despeito da importância econômica e social que a produção e exportação de tabaco representa. É razoável que o setor produtivo queira saber o que exatamente o Brasil vai defender durante a Conferência, considerando que as decisões poderão impactam a vida de muitas famílias e municípios produtores do Sul do País”, argumenta o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

A composição da delegação que representará o Brasil na COP também pode entrar na pauta da audiência. “Na última COP, realizada em 2016, na índia, observamos muitos representantes do Ministério da Saúde, alguns inclusive ligados à ONGs, e poucos integrantes de relevantes pastas para os temas que vem sendo tratados nesse fórum. Na atual composição, são poucos os que conhecem a realidade da cadeia produtiva e tememos que possíveis impactos econômicos e sociais não estejam sendo provisionados”, alertou o executivo.

 

 

 

 

 


SOBRE O
 SETOR DE TABACO

  • O tabaco representa a 8º maior receita agropecuária da Região Sul do Brasil e a 15ª no ranking nacional; na pauta de exportações, é o 10º produto mais embarcado pelo País;
  • Pelo 25º ano consecutivo, o Brasil é o líder mundial em exportações de tabaco. A liderança no cenário internacional vem desde 1993 e reafirmou-se com os dados de 2017 divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC): foram exportadas 462 mil toneladas, movimentando US$ 2,09 bilhões.
  • O Brasil é o 2º maior produtor de tabaco do mundo, atrás somente da China.
  • No País, são 600 mil pessoas envolvidas na produção rural e 40 mil empregos diretos nas indústrias.
  • O tabaco é produzido por pequenos produtores, em 566 municípios. Em algumas cidades, a produção chega a representar até 90% da arrecadação total, como é o caso de Canguçu, na região Sul do Rio Grande do Sul.
  • Na safra 2016/2017 foram produzidas 686 mil toneladas, que renderam mais de R$ 6,09 bilhões de receita aos 150 mil produtores e R$ 13,9 bilhões em impostos.
  • O centenário Sistema Integrado de Produção é responsável pela liderança do Brasil no mercado mundial de tabaco, pois prima pela qualidade e a integridade do produto, com assistência técnica e garantia de compra aos produtores.
  • A parceria entre empresas e produtores permite que a orientação técnica e de conscientização sobre questões relacionadas à saúde e segurança, à gestão ambiental e à proteção da criança e do adolescente chegue até a casa dos produtores, em visitas periódicas. Nesse aspecto, o setor de tabaco é certamente modelo para outras cadeias produtivas do País.
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