ENTREVISTA: Bernardo Todeschini, superintendente do Mapa RS

Bernardo Todeschini, superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul

Qual a importância do tabaco no agronegócio brasileiro? O tabaco é um dos principais produtos do agronegócio brasileiro, na geração de empregos, renda e divisas ao país e o segundo item da pauta de exportações do RS, com uma das cadeias produtivas mais bem organizadas, desde o campo até o produto final a ser exportado. Com a grande interface que o Mapa há anos possui com o setor, e aqui citamos algumas das ações conjuntas (certificação fitossanitária na exportação, produção integrada, classificação, protocolos fitossanitários bilaterais, rastreabilidade, dentre outros), é possível constatar o grau de organização e eficiência que este setor atingiu, refletindo em resultados econômicos, sociais e ambientais, altamente positivos para o agronegócio gaúcho e brasileiro.

Há 25 anos, o Brasil é líder mundial em exportações do tabaco em folha. Na sua opinião, qual a relevância da manutenção dessa liderança por um quarto de século? Este resultado exatamente reflete a eficiência de todos os elos da cadeia produtiva do setor. Começando lá no campo, onde gerações de produtores se dedicam com muito esmero em cada etapa da produção, passando por uma indústria altamente tecnificada e com apoio dos órgãos governamentais que chancelam a qualidade do produto brasileiro, tão bem aceito pelos nossos clientes no exterior. E manter a liderança por tão grande período, certamente é resultado de muitos esforços e eficiência.

A produção integrada surgiu com o tabaco e o sistema serviu de modelo para outras cadeias do agronegócio. A seu ver, a produção integrada apresenta vantagens? Quais? A exemplo das cadeias produtivas de proteína animal, a verticalização da produção traz inúmeras vantagens, como a eficiência na produção, qualidade e padronização do produto final. Mas a principal vantagem da produção integrada é a garantia de renda para o produtor, fruto da disponibilização dos melhores insumos necessários à produção, assistência técnica de qualidade e garantia de comercialização.

Além do tabaco, o Brasil é referência em exportações de açúcar, café, suco de laranja, soja, carne e milho. A que se deve a preferência pelos nossos produtos? Primeiro à qualidade do produto brasileiro, fruto da dedicação e competência de cada produtor, técnico, pesquisador ou qualquer outro agente que participa do negócio; e segundo às garantias chanceladas pelo governo brasileiro, como as sanitárias, as sociais e as ambientais. Neste sentido, o Mapa está exatamente neste momento, ampliando o número de adidos agrícolas que atuarão junto às embaixadas dos principais países potenciais importadores dos produtos agropecuários do Brasil, auxiliando os exportadores brasileiros.

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