Amprotabaco debate a participação na COP 8

Rio de Janeiro/RS – A primeira audiência entre a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (Conicq) ocorrerá às 14 horas desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. O tesoureiro da associação e prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert, afirma que será a primeira aproximação entre a entidade representativa dos prefeitos e o órgão que representa o Brasil nas discussões internacionais sobre as restrições ao consumo de tabaco no mundo, impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo Wickert, na pauta do encontro está a necessidade de conseguir a participação da Amprotabaco na próxima Conferência das Partes (COP), prevista para outubro deste ano, na Suíça. “Nossa expectativa é conseguir um meio de participar do evento, fazendo com que os prefeitos não fiquem marginalizados nesta discussão. Não temos a pretensão de discutir a questão do tabaco, mas sim ter condições de fazer parte do evento, por meio de uma delegação de prefeitos”, explica.

Atualmente, a Amprotabaco não tem o consentimento para participar na COP 8, que será realizada em Genebra de 1º a 6º de outubro. Sem essa permissão, os prefeitos da associação sequer podem acompanhar os debates como ouvintes. “Os municípios têm uma atuação mais isenta nesta discussão, porque defendem o interesse das comunidades, o fator social da produção de tabaco, e os impactos das restrições às suas populações municipais. Por isso defendemos nossa participação na COP 8”, ressalta Wickert.

Novo encontro

A reunião desta quarta-feira no Rio de Janeiro pode abrir uma porta de diálogo entre a Conicq e a Amprotabaco. Segundo o tesoureiro da associação, existe a possibilidade de os membros da diretoria da comissão visitarem o Sul do Brasil, para conhecer a realidade dos municípios produtores. “A discussão promovida pela Conicq não é econômica, é no campo da saúde, então é diferente do que nós, municípios, defendemos. Estamos criando uma discussão menos hostil, que poderá render sim uma agenda regional no futuro”, avalia Giovane Wickert.

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