Vendas externas caem pela metade em abril

Heloisa Corrêa (heloisa.correa@gazetadosul.com.br)

Um levantamento divulgado nesta semana pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) apontou que as exportações de tabaco do Rio Grande do Sul caíram 29,6%. Os dados se referem ao primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Outra informação que chama atenção é o fato de o setor fumageiro nunca ter vendido tão pouco ao mercado exterior no mês de abril: apenas US$ 37 milhões, o que representa uma queda de 50,7%.

Em entrevista à Rádio Gazeta, o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, defendeu que balanços de exportação de tabaco sejam feitos anualmente e não mês a mês. Segundo ele, relatórios mensais sempre vão apresentar grandes variações – para mais ou menos – principalmente entre janeiro e abril. Os primeiros meses do ano, explicou, causam distorção porque é vendido só o produto que está no estoque das indústrias. Já o pico de exportação ocorre entre maio e outubro.

Por isso, na avaliacão de Schünke, os números divulgados pela Fiergs ainda representam a quebra na safra 2015/2016, que foi cerca de 30% menor que a média de anos anteriores. O resultado da última safra se reflete também em um relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual mostra que a produção industrial de tabaco do Rio Grande do Sul teve queda de 33,1% no acumulado entre março de 2016 e março deste ano.

Exportações totais do Estado cresceram no período
Influenciadas positivamente pelas commodities, que subiram 36% e somaram, aproximadamente, US$ 605 milhões, as exportações totais do Rio Grande do Sul aumentaram 14,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2016. No total, foram US$ 1,51 bilhão. A soja foi o principal produto do grupo, com US$ 551 milhões, acréscimo de 35,3% na mesma base de comparação, com compras especialmente da China. Outro setor que contribui para as vendas externas é o automotivo, que cresceu 26% na comparação com 2016. Químicos (40,5%), reboques e carrocerias (26,1%) e celulose e papel (32,4%) também tiveram contribuição positiva.

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