Transplante das mudas atinge 3% no Vale do Rio Pardo

Por Michelle Treichel (michelle@editoragazeta.com.br)

Santa Cruz do Sul/RS – A produção de tabaco da safra 2018/19 ainda é vendida para a indústria pelas famílias produtoras, mas os preparativos com o novo ciclo produtivo já se intensificam. Na região litorânea de Santa Catarina, os fumicultores já transplantaram mais de 60% das mudas de tabaco para as lavouras. De acordo com o gerente técnico da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Paulo Vicente Ogliari, no Vale do Rio Pardo a porcentagem chega a 3%, enquanto na região Centro-Serra, 2% da área.

Embora a entidade não tenha conhecimento sobre as perdas causadas pelas recentes incidências de geada, uma vez que não possui seguro para essa intempérie, o dirigente ressalta que as perdas são mais prováveis nas lavouras transplantadas mais recentemente. “Isso porque as plantas ainda não enraizaram, tem a questão do estresse do transplante, e também é bastante cedo para o plantio. O período normal de transplante se inicia em agosto”, ressalta Ogliari.

Na região, muitas famílias optam por transplantar mais cedo na tentativa de evitar a colheita no forte do verão, o que torna o trabalho mais oneroso e ainda pode prejudicar a qualidade do produto, em função da queima das folhas pelo sol do verão. Embora a Afubra ainda não tenha uma projeção exata sobre a produção para a próxima safra, a tendência é de que os produtores sul-brasileiros mantenham ou reduzam a área de 297.460 hectares, devido à redução de cigarros no mundo.

Dicas valiosas
O produtor de tabaco Giovane Luiz Weber publicou recentemente em sua coluna Por Dentro da Safra, no Jornal Gazeta do Sul, fala sobre a importância da proteção dos canteiros contra o frio. Para que as mudas não fiquem repletas de gelo, é importante colocar mais um pano por cima das estruturas com as mudas. “Pode ser uma lona preta ou outro material que cubra bem o local para evitar o congelamento da água. Se a muda queima com o gelo nas folhas, ela preteia, mas não morre – apesar de haver casos de perda quando congela demais –, porém vai adoecer e criar fungos. Por isso, a proteção”, ensina. Para as mudas que já estão na lavoura, no entanto, não tem muito o que fazer: é um risco que o produtor corre quando planta mais cedo para fugir depois do calor em dezembro e janeiro.

Números da safra 2018/19
Famílias produtoras: 149.350
Hectares plantados: 297.460
Produção (toneladas): 685.983
Quilos por hectare: 2.306
Valor: R$ 6.278.431.840,85
Preço por quilo: R$ 9,15
Fonte: Afubra

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