TERCEIRA RODADA DE NEGOCIAÇÕES TERMINA SEM ACORDO

Santa Cruz do Sul/RS – As reuniões individuais realizadas nesta quinta-feira entre a comissão representativa dos fumicultores e as empresas fumageiras novamente terminaram sem acordo. Se por um lado as entidades estavam dispostas a reduzir de 17,7% para 12,8% o percentual de reajuste solicitado, por outro nenhuma das empresas alcançou este patamar. Isto inviabilizou um acordo e a assinatura do protocolo.

“Novamente as empresas mostraram-se insensíveis frente às necessidades dos produtores de tabaco. As entidades entenderam por bem reduzir o percentual solicitado e aplicar somente o custo de produção para garantir uma melhor base de início de negociação para a próxima safra. Até porque, as empresas fumageiras têm custos diferentes umas das outras e já compram a atual safra aplicando bem mais do que o percentual de reajuste oferecido às entidades. O produtor já vem recebendo bem pelo seu produto, o que é positivo, mas sem formalizar estes valores pagos na tabela a negociação da próxima safra já fica prejudicada”, revelam os dirigentes das entidades.

Para a Comissão, as tratativas de preço para esta safra estão encerradas. “Até podemos retomar as conversas, desde que as empresas venham com o percentual de, no mínimo, 12,8%”, completaram eles.

A comissão representativa dos fumicultores – federações da agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos trabalhadores rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) – recebeu as empresas JTI, Souza Cruz, Philip Morris, Universal Leaf, China Brasil Tabaco, Premium Tabacos, CTA e Alliance One na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul.

Assessoria de comunicação da Afubra

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