Tabaco, a riqueza que o produtor planta

Olá, pessoal! Tudo bem? Para todos os identificados com o meio rural na região, ontem foi ocasião de lembrar dos responsáveis diretos pelas riquezas geradas com uma das principais culturas agrícolas do Sul do Brasil, e, para dizer a verdade, do país como um todo. Ontem transcorreu o Dia do Produtor de Tabaco, essa cultura tão relevante para a nossa região, o Vale do Rio Pardo, onde se situa o maior polo de processamento dessas folhas no mundo. Sempre temos de nos lembrar que mais de 550 municípios têm sua economia apoiada sobre essa atividade, e quase 150 mil famílias nos três estados do Sul obtêm sua renda, a base de sua subsistência, a partir do tabaco.

Famílias como a da foto em destaque, produção de Rosa Jabino Albino, no município de Lauro Müller, em Santa Catarina. E se no meio rural os produtores garantem a colheita, que superou 700 mil toneladas na safra 2017/18, milhares de pessoas nas indústrias e nas áreas urbanas igualmente têm sua subsistência graças ao tabaco, isso sem falar no alto volume de tributos gerados para os governos.

Qualidade e competência para exportar
Nos meios de comunicação, e em manifestações de entidades e até de governos, ouvimos salientarem a importância das exportações de produtos agropecuários para o Brasil. Elogia-se muito a qualidade e a capacidade de competir de itens como frutas, soja, carnes, algodão, café, tantos outros. Nessas horas, a gente, como produtor de tabaco, acaba tendo de refletir sobre o quanto significa e o quanto é importante a nossa atividade. Desde 1993 o Brasil é o maior exportador mundial de tabaco, e as folhas aqui colhidas vão para mais de cem países.

Assim como ocorre com os outros produtos, com a carne, a soja ou o café, uma cadeia produtiva só permanece no mercado e vende para tantos países se tiver qualidade, se tiver competência, se for muito eficiente. O Brasil precisa lembrar disso. E é uma pena que só as demais culturas contem com apoio e financiamento público, tenham ajuda contra seca ou tempestades. O produtor de tabaco não tem acesso a tais auxílios.

Prazo para fazer seguro vai até dia 31
E por falar em auxílio, menos mal que o produtor de tabaco conta com o seguro mútuo oferecido pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o que constitui uma segurança para perda de lavouras por granizo e tufão ou para estufas de tabaco acometidas de sinistro. Para a safra 2019/20, o final deste mês de outubro, o dia 31, é o prazo-limite para inscrever lavouras no Departamento de Mutualidade da Afubra. Sempre lembrando que há sete dias de carência; ou seja, o seguro começa a valer uma semana após feita a inscrição.

Hoje: compromisso em Marília (SP)
Mencionei antes a importância do tabaco perante as demais atividades agrícolas brasileiras, e estou tendo a oportunidade de enfatizar mais uma vez o papel dessa cultura. Encontro-me hoje em Marília (SP), a convite da empresa Jacto. Hoje e amanhã, eu e um grupo de convidados, de diferentes partes do Brasil, vamos conhecer o museu da empresa, máquinas e tecnologias, além de participar de palestras. Será mais um momento em que vou salientar, para essas pessoas, o papel do tabaco em nossa região. Na semana que vem, contarei aqui a vocês um pouco dessa experiência.

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