Sob um novo olhar: verdades sobre o tabaco

Anderson Rebinski, produtor de tabaco de Ivaí, município localizado na região sudeste do Paraná. Administra a fanpage Fumicultores do Brasil, com mais de 260 mil seguidores, e é colunista do blog Empreendedores do Campo

Impressiona a falta de conhecimento sobre a realidade dos produtores de tabaco notada em algumas reportagens nesse Brasil afora. Somos tratados como pessoas doentes, depressivas, que utilizam mão de obra infantil, derrubam mata nativa e que não se protegem com os EPIs. A realidade, entretanto, é outra: para podermos produzir – e ter para quem vender – nossos filhos precisam ter um histórico escolar com poucas faltas, utilizar apenas madeira de reflorestamento para fazer a cura do nosso tabaco e sempre aplicar defensivos utilizando os EPIs. Se formos pegos descumprindo qualquer um desses termos, temos o nosso contrato com a companhia suspenso na hora e acabamos sem ter para quem entregar nosso produto.

O tabaco mudou a vida da minha família para melhor. Há 15 anos, meus pais e irmãos plantavam somente milho e feijão. Ano após ano, o que nos sobrava no final da safra mal dava para o sustento da família. Quando meu pai decidiu mudar e investir no tabaco, já no primeiro ano as coisas melhoraram significativamente. Hoje posso dizer de peito aberto que somos muito felizes produzindo fumo. Temos uma vida boa, economicamente estabilizada, fazemos os nossos horários, podemos folgar a hora que queremos porque somos donos dos nossos próprios narizes!

Tenho convicção de que minha história se repete por outros prados. Já passei por dezenas de propriedades pelo Sul do Brasil, foram mais de 10 mil quilômetros percorridos e prosa com uma centena de produtores. O que mais se vê é a alegria e o sorriso no rosto de quem está satisfeito com o que faz.

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