SindiTabaco News: entrevista

Rodrigo Solda, prefeito de Rio Azul e presidente da Amprotabaco (Associação dos Municípios Produtores de Tabaco)

Quais as diretrizes de trabalho da Amprotabaco para a sua gestão?

O propósito da Amprotabaco é dar voz aos dois agentes principais da cadeia produtiva do tabaco: os produtores e as empresas. Nosso objetivo é ser um braço político em Brasília, defendendo o setor junto ao Congresso Nacional, levando suas demandas e demonstrando a capacidade do tabaco de gerar uma boa renda. Enquanto muitos governantes discutem maneiras de gerar empregos, a gente tem o desafio de lembrar que o tabaco é uma garantia de renda, de trabalho e de progresso.

O que o tabaco representa para os municípios produtores?

Representa a viabilização de produção em pequenas propriedades. Como gestor municipal, a gente vê o resultado que é proporcionado pelo plantio do tabaco nas propriedades rurais. O tabaco é uma garantia para que as pessoas possam fazer sua safra e saber que vai ter um resultado, vai ter uma renda lá no final. E toda essa infraestrutura que é viabilizada pelas empresas, SindiTabaco e Afubra, é o que faz com que ano a ano os produtores queiram se aperfeiçoar, queiram fazer algo a mais, melhorar. E a gente vê aqui em Rio Azul, nas propriedades rurais, que os produtores estão melhorando as condições de vida por meio do plantio do tabaco.

Rio Azul é o 12º em produção de tabaco no Brasil. Qual a relevância da cultura para o município?

O histórico do tabaco com Rio Azul é de mais de 50 anos. Rio Azul ficou conhecido aqui na região como o melhor produtor de tabaco durante muitos anos. Mais de 50% dos habitantes são agricultores e moram em comunidades rurais e, às vezes, o próprio agricultor é empresário na cidade, mas continua produzindo o tabaco, pois o tabaco faz parte da identidade do rio-azulense. A gente vê a fixação, a sucessão das famílias e as novas gerações se interessando pelo plantio do tabaco.

Quais os principais desafios da cadeia produtiva para o ano de 2020?

Debater e mostrar que a legislação brasileira já é altamente prejudicial ao plantio de tabaco está entre os desafios. Temos que cobrar do governo federal a fiscalização e bater firme em cima do contrabando. Sabemos que estamos no teto em questão de cobrança de tributos.

Em sua opinião, quais são os motivos que levam os produtores a continuar produzindo tabaco?

A cadeia produtiva do tabaco é uma das mais organizadas que eu conheço e vejo o interesse de pessoas mais novas de buscar autonomia e serem donas do seu próprio negócios, da sua propriedade. Por ser uma cultura sazonal e de alta rentabilidade, o tabaco permite poder de decisão para diversificar a renda. Os agricultores produzem tabaco pelas garantias que existem no sistema de integração. E se há demanda e se somos um dos melhores na produção em nível mundial, por que não continuar a fazer algo que é uma garantia de renda, trabalho e de desenvolvimento?

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