Setor do tabaco expõe perfil do produtor na Expointer

Esteio/RS – Representantes de entidades do setor do tabaco da região participaram ontem na 40ª Expointer, em Esteio, da apresentação dos resultados da pesquisa sobre o perfil socioeconômico do produtor. O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luiz Antônio Slongo, fez a exposição dos principais pontos do estudo feito pela Ufrgs, durante o fórum A cadeia produtiva do tabaco – Agronegócio sustentável, na Arena Canal Rural, no Parque de Exposições Assis Brasil.

A pesquisa, encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), ocorreu entre 29 de agosto e 16 de setembro de 2016, em 15 das 21 microrregiões produtoras de tabaco que compõem a região Sul do Brasil. Entre os dados, o levantamento revela que a renda do agricultor que planta tabaco é 73% superior à do trabalhador brasileiro.

O professor da Ufrgs, Luiz Antônio Slongo, explicou que a pesquisa demonstrou que enquanto cerca de 80% dos brasileiros vivem nas classes C e D, a mesma parcela de produtores de tabaco vive nas classes A e B. Os resultados do estudo diferem de algumas falas de que o produtor não tem um bom nível de vida. Na autoavaliação, 90% dos entrevistados disseram estar satisfeitos com a atividade agrícola, 85% pretendem continuar plantando tabaco, 73% afirmam ter sucessão na propriedade e 64% acreditam que “a renda permite levar a vida com facilidade”. Ao serem questionados sobre o motivo de plantarem tabaco, 90% dos produtores apontaram a garantia de venda, 89% falaram da lucratividade, 88% mencionaram a orientação técnica e 82%, o seguro agrícola.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, disse que os resultados não surpreenderam a entidade. Também destacou o alto rendimento do tabaco em pequenas propriedades, comparando com outras culturas como a soja, e enalteceu a qualificação dos produtores, que têm  uma orientação técnica diferenciada e que assimilam bem as informações repassadas.

Relevância
Para o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, fica claro a relevância econômica e social do tabaco, produto que é o sexto da pauta do agronegócio brasileiro e representa 10% do total do embarques gaúchos. Schunke também falou sobre o case do Instituto Crescer Legal. Jovens aprendizes da turma de Vale do Sol acompanharam o fórum. “Nós já tínhamos consciência da pujança e da força econômica que movimentam nossos municípios por meio de arrecadação de tributos e do giro da renda. Não temos nenhuma dúvida que não há outra cultura que pode oferecer os mesmos ganhos que o tabaco”, disse o consultor executivo da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Dalvi Soares de Freitas.

Também participante do fórum, o presidente da Câmara Setorial do Tabaco, Romeu Schneider, disse que quando se trabalha com um setor tão criticado e questionado, resultados como esses corroboram com as convicções do setor e os fatos. “Outras culturas podem substituir o tabaco, mas não há mercado para os 150 mil produtores. O produtor de tabaco sabe produzir outras coisas e produz. Mas normalmente como receita adicional”, afirmou.

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