Série com agricultor mostra o passo-a-passo da produção do tabaco

Olá amigos, tudo bem? Me chamo Giovane Luiz Weber, tenho 41 anos, moro e produzo no interior de Santa Cruz do Sul desde a juventude. De agora até o início do ano que vem, quando chegar a hora da comercialização da safra, vou contar aqui na Gazeta do Sul, em vídeos no Portal Gaz e em boletins na Rádio Gazeta como é a verdadeira rotina de quem produz tabaco, a grande riqueza da nossa região. Sei que para muitos de vocês o dia a dia da lavoura não é novidade, mas precisamos estar atentos e atualizados sobre o que acontece no nosso interior, evitando assim que mentiras e exageros sejam repassados à população por pessoas e entidades preocupadas somente em atacar a cadeia produtiva do tabaco.

No início da semana

No início de cada semana teremos um conteúdo novo para mostrar, quase que um passo-a-passo sobre como é a produção de tabaco e dos demais produtos que saem diariamente de nossas pequenas propriedades. Muitas das frutas e verduras que você consome são produzidas por fumicultores, sabia? Quase todos os colonos têm propriedades diversificadas. Eu, minha esposa e meus pais produzimos tabaco e algumas verduras para venda. Mas quase tudo o que nossa família consome sai aqui da terra. Somos agricultores, fumicultores e temos muito orgulho disso. Não estamos na colônia por falta de opção. Fazemos isso com muito prazer!

De olho nos canteiros

A safra de tabaco 2018/2019 está no começo por aqui. O momento é de cuidados e muita atenção com os canteiros onde são produzidas as mudas que, logo ali na frente, darão origem à lavoura. Tenho quatro canteiros onde preparo, ao todo, cerca de 70 mil mudas (foto abaixo). A partir do fim do mês, elas serão distribuídas em uma área de pouco mais de quatro hectares. A terra já está preparada. Parte dos canteiros já passou pela segunda poda das mudas e outra parte ainda está na fase de ser repicada.

Vamos por partes

Optamos sempre por escalonar o tratamento dado às mudas para que elas não fiquem prontas ao mesmo tempo. Seria quase impossível – ou exigiria mais mão de obra – transplantar 70 mil mudas para a lavoura em um curto espaço de tempo. Não pelo transplante em si, mas porque depois, lá na frente, a capação (retirada da flor) e até mesmo a colheita teria que ser feita de uma só vez. Assim conseguimos escalonar melhor todas as etapas do processo, desde o transplante para a lavoura até a colheita e, por fim, a cura e o preparo final do tabaco.

A partir do fim do mês

O transplante das mudas deve começar no fim do mês. É quando o primeiro lote de plantinhas será retirado dos canteiros – onde estão recebendo cuidados desde o início de maio – e irá para a lavoura. É um momento crucial para o sucesso da safra. Temos que ficar de olho na previsão do tempo e torcer para que não aconteça uma geada nos primeiros dias, por exemplo. Geada em tabaco recém-transplantado é um problema. Para quem não sabe, explico o porquê na semana que vem. Até lá! Assista vídeo no Portal Gaz (aqui).

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