Rumo à COP 7

Santa Cruz do Sul/RS – Representantes da cadeia produtiva do tabaco, parlamentares do Sul do Brasil e até membros do governo embarcam entre hoje e amanhã para a 7ª Conferência das Partes (COP 7), em Nova Delhi, na Índia, levando muita incerteza na bagagem. Ao contrário do que havia sido anunciado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista exclusiva à Gazeta, o Palácio do Planalto não fechou – pelo menos até a tarde de ontem – a posição que será defendida pelo País na conferência.

Segundo Padilha, a Casa Civil e os ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior defendem uma postura mais neutra do Brasil com relação a novas restrições à produção e ao consumo de tabaco no mundo. É que esses órgãos enxergam o tabaco como produto do agronegócio, ou seja, como fonte de emprego, renda, impostos e exportação. Já os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores (este comandado por José Serra, antitabagista feroz) sugerem medidas duras contra a atividade.

O receio é que sem uma posição consolidada do governo, com a chancela da Casa Civil ou até mesmo do presidente Michel Temer, como havia antecipado Eliseu Padilha, acabe prevalecendo a posição de membros dos dois ministérios que são contra o setor. Os representantes da cadeia produtiva vão para a Índia até mesmo sem saber se vão conseguir participar das discussões. A COP acontece a cada dois anos e reúne os países que aderiram à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco para discutir novas medidas restritivas ao produto.

A partir de domingo o correspondente da Gazeta na COP 7, Romar Beling, contará tudo o que acontece por lá. Ele fará intervenções na programação das rádios do grupo e mandará material para o Portal Gaz (www.gaz.com.br) e a Gazeta do Sul. Informações: Panorama do Jornal Gazeta do Sul (panorama@gazetadosul.com.br).

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