Produtores de Santa Catarina cobram melhor remuneração

Canoinhas/SC – A comercialização de 20% da atual safra de tabaco na região de Canoinhas, no extremo norte de Santa Catarina, deixou os produtores em alerta. Eles reclamam que o preço pago pelas indústrias está abaixo do custo de produção.

No início da semana um grupo de agricultores fez uma caminhada na região central da cidade para pedir reajuste de até 15% e, também, melhorias nas estradas para garantir o escoamento da safra. Algumas indústrias ainda não firmaram acordo de reajuste da tabela. As demais asseguraram reposição de 6,4%. Representantes dos produtores, liderados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e federações dos três estados do Sul, seguem negociando.

Vereador com atuação no meio rural em Canoinhas, João Grein avalia que a média deveria estar maior mesmo que o tabaco de melhor qualidade ainda não tenha sido comercializado. “Muitos produtores registram média de R$ 4,00 por quilo entregue à indústria enquanto que o custo de produção é de aproximadamente R$ 5,00 por quilo”, resume Grein.

A expectativa é que nas próximas semanas os números comecem a mudar. “Mas pelo visto não fugirá muito disso. As 40 variações de classificação são um problema”, avalia, lembrando que em 2013 a comercialização começou já com média de R$ 7,80 por quilo de tabaco na região. “Todos os custos subiram, mas a remuneração não”, lamenta.

Canoinhas é o quinto maior produtor de tabaco no Sul do Brasil, com 14,6 mil hectares destinados à cultura. Na safra 2013/14 o setor injetou cerca de R$ 112 milhões na economia do município, respondendo por parcela significativa do PIB local. Aproximadamente duas mil famílias vivem do cultivo da planta em Canoinhas.

 

Com informações da Câmara de Vereadores de Canoinhas
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