Produção de tabaco deve crescer até 10% na Bahia

Salvador/BA – A cadeia produtiva do tabaco para charutos da Bahia deverá aumentar em até 10% o cultivo na safra de 2015. A previsão é do diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Tabaco da Bahia (Sinditabaco-BA), Marco Augusto Souza. A lavoura nordestina de fumos escuros começou a ser cultivada em março e a colheita ocorre a partir de julho. O processamento vai até dezembro e o forte das vendas se concentra entre setembro e novembro.

A área – que cresceu 7% na última safra e teve clima adverso – deve aproximar-se de 900 hectares. O avanço baseia-se no leve crescimento de volume industrializado em 2014 e a boa perspectiva de vendas da matéria-prima para a China, cujo mercado recentemente foi aberto pelas empresas baianas. Atualmente a Bahia exporta cerca de 98% de toda produção de tabacos para charutos e cigarrilhas.

O mercado da China é muito grande e a análise das empresas baianas é de que esse país pode absorver, em curto prazo, até um terço da produção brasileira. Atualmente, 2% da safra nacional é direcionada para a confecção de charutos comercializados no mercado doméstico. Em 2014 foram 14,5 milhões de unidades, e devem chegar a 15 milhões em 2015.

Se o clima ajudar, a expectativa é de que a colheita desta temporada supere as 3,5 mil toneladas de tabaco alcançadas em 2014, quando houve um aumento de 4% no volume colhido. O setor produtivo vê com atenção a valorização do dólar no cenário mundial e, muito especialmente, no Brasil. Mas não cria grandes expectativas. “Em contrapartida a algum ganho nas exportações por causa do câmbio, há oscilação nas cotações internacionais e esperamos um custo maior por causa dos aumentos da energia elétrica, de insumos e combustíveis”, reconhece o dirigente.

Cleiton Santos
cleiton@editoragazeta.com.br
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