Práticas conservacionistas nas lavouras de tabaco

Por: CLEITON SANTOS, Coluna Agro & Negócios

Garantia de qualidade (1)

O engenheiro agrônomo e assessor do Sinditabaco, Darci José da Silva, comemora a evolução da qualidade da água nas últimas décadas, recentemente reafirmada por análises e estudos científicos das universidades federais de Santa Maria (UFSM) e do Rio Grande do Sul (Ufrgs) em microbacias da região. Segundo Silva, as práticas conservacionistas adotadas nas lavouras de tabaco ao longo do tempo, dentro de um conceito de sustentabilidade ambiental – desde o plantio direto (foto) e recolhimento de embalagens até o reflorestamento e recuperação das fontes – têm sido fundamentais para essa realidade. Constatou-se, por exemplo, que há mais sólidos em suspensão nos cursos d’água decorrentes da erosão nas estradas do que das propriedades rurais, o que é um referencial qualitativo para a agropecuária.

Garantia de qualidade (2)

Alguns países da Europa têm adotado critérios de avaliação e exigência de certificação da qualidade da água nas áreas de produção de alimentos e produtos industrializados para permitir acesso aos seus mercados. Silva acredita que essa exigência pode chegar ao tabaco num futuro bem próximo, mas graças ao alto nível dos segmentos de pesquisa e extensão das empresas, o perfil da produção do Sul do Brasil e um trabalho forte das entidades setoriais, não será um problema.

Garantia de qualidade (3)

Para Darci José da Silva, este pode ser um diferencial em favor do Brasil diante dos concorrentes internacionais. “Estamos bem à frente”, avisa. Para ele, a maior exigência pela sustentabilidade é do próprio setor, do agricultor cada vez mais consciente, dos responsáveis técnicos das empresas, que são treinados e transferem esse conhecimento com maestria, das empresas que apoiam e têm projetos nesse sentido e das próprias entidades da cadeia produtiva que trabalham muito a educação ambiental e o manejo sustentável não só do tabaco, mas do conjunto da propriedade.

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