Por Dentro da Safra

Por Giovane Luiz Weber 

Enfim, o transplante

Opa, tudo bem? Após adiarmos por alguns dias em razão do excesso de umidade, estamos a mil aproveitando o tempo ensolarado para fazer o transplante das mudas para a lavoura. É quando a plantação de tabaco começa a ganhar forma. Se tudo correr dentro do previsto, em algumas semanas os pés de tabaco já estarão bem firmes e crescendo rumo a uma boa safra. Temos que torcer para que não faça muito frio. Geada agora seria péssimo!

Rápido e prático

Embora já exista máquina bem mais sofisticada, até mesmo importada, seguimos usando aqui na propriedade uma plantadeira manual que é simples, porém muito prática. É, sem dúvida, uma das grandes evoluções do setor. Antigamente tínhamos que fazer o transplante abaixados, usando uma espécie de enxadinha. Hoje o processo é bem mais rápido e seguro. Calculo que duas pessoas, em um bom ritmo, conseguem transplantar até 10 mil mudas em um único dia. É uma média excelente, mas há quem diga que dá para fazer mais, dependendo da geografia do terreno.

Para espantar a lesma

Escrevi aqui na semana passada que o excesso de umidade é propício para o surgimento das lesmas em meio à palhada que faz cobertura para a terra. A proliferação desses bichinhos pode dar muita dor de cabeça nos dias seguintes ao transplante. Mas temos como evitar um estrago maior. Para isso, optei por passar uma grade sobre os camalhões para tirar um pouco da palha. Com a terra um pouco mais limpa, dificilmente as lesmas gostarão desse ambiente e deixarão minhas mudinhas em paz.

Hora do feijão

Além do transplante das mudas de tabaco, é hora de plantar feijão por aqui. Também de dar uma atenção para a horta, de onde saem as verduras que consumimos diariamente. Uma parte dessa produção é vendida na cidade. Ou seja: por mais que você não tenha nada a ver com o setor do tabaco, o fumicultor é importante na sua vida. Também somos responsáveis pela produção de alimentos que estão todos os dias na sua mesa.

Lá por Santa Catarina

Semana passada andei por Santa Catarina. Tinha compromissos em Içara e em Criciúma. A realidade do tabaco no litoral sul do Estado vizinho é outra. Enquanto aqui estamos fazendo o transplante, por lá a colheita já está em andamento. O plantio é feito entre o fim de abril e o início de maio e sem medo, pois praticamente não há risco de geada. Estive em lavouras que ficam a apenas oito quilômetros do mar, uma maravilha. Fui também na sede da Budny, empresa criada por um fumicultor, e visitei famílias como a Votri, onde uma guria de 22 anos ficou na propriedade e, com muito orgulho, ajuda os pais com o tabaco. O namorado dela está trabalhando na cidade, contrariando uma lógica muito comum por aqui.

Tem vídeo novo

Essas e outras histórias estão no nosso novo vídeo, disponível na manhã desta terça-feira no Portal Gaz e na página Fumicultores do Brasil no Facebook. Abraço e boa semana!

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