Por dentro da safra: vento provoca ferrugem em folhas de tabaco

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Chegamos à metade de outubro, época tradicional de início da colheita de tabaco aqui na propriedade, no interior de Santa Cruz do Sul. Só que neste ano teremos de esperar mais algumas semanas para fazer as primeiras apanhadas. Isso porque, conforme contamos aqui, fomos prejudicados pelo clima frio e chuvoso lá na época do transplante das mudas dos canteiros para a lavoura. Os pés de tabaco estão agora no estágio que normalmente estariam no fim de setembro, ou seja, com duas ou três semanas de diferença. Vale lembrar que o excesso de chuvas até agora será o principal responsável por uma quebra de cerca de 10% na safra aqui da propriedade.

Ferrugem na lavoura

Como se não bastassem os problemas climáticos lá do início da safra, o vento frio dos últimos dias favoreceu a proliferação da ferrugem na lavoura. Ela ataca as folhas mais baixas do pé, que ganham menos peso e, no fim, apresentam qualidade abaixo do esperado. Vento frio ainda é normal nesta época do ano. A questão é que como o clima está mais úmido e nublado, o impacto é maior sobre as plantas. Mas é algo que foge do nosso controle, não há muito o que fazer senão torcer por uma sequência de dias ensolarados.

Estufa nova

Enquanto a colheita não começa, estamos correndo contra o tempo aqui na propriedade para concluir a montagem de uma nova estufa, do modelo elétrico. É bastante difundida em outras regiões fumageiras, mas em Santa Cruz agora que está começando a ser utilizada por um número maior de agricultores. A nossa é seminova, tem três anos de uso, mas está em excelente estado. Comprei de um produtor que está parando de cultivar tabaco.

No lugar da antiga

Nossa nova estufa está sendo instalada no lugar de uma antiga, aquelas de varas, como chamamos por aqui. Para isso, fizemos piso novo e abrimos algumas paredes. Acredito que, dentro de poucos dias, estará tudo pronto. Estou curioso para utilizar essa novidade. Quem já tem estufa elétrica não volta para a convencional, tamanha é a diferença para melhor. Uma estufa – seja nova ou usada – representa um alto investimento para o produtor, sinal de confiança nessa atividade tão criticada Brasil afora e de interesse por novas tecnologias e mais qualidade na produção.

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