Por dentro da safra: saiba mais sobre o seguro mútuo

Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Voltou o frio

Opa, tudo bem? Após alguns dias de sol e até calor, o que é bom para o tabaco recém-transplantado, vamos para mais alguns dias com frio e umidade na região de Santa Cruz do Sul. Ficamos na torcida para que a geada prevista não cause prejuízos aos fumicultores que acabaram de fazer o transplante. Nos primeiros dias, as mudinhas ficam muito sensíveis e uma geada pode ser fatal.

Medo de granizo

Provavelmente teremos poucos dias frios pela frente, o que é bom. Mas aí entraremos em outro período delicado para a cultura do tabaco, que é o de risco de granizo. A partir de setembro e outubro aumentam as chances de granizadas no Sul do Brasil, o que deixa muito produtor de cabelo em pé. Às vezes o prejuízo é até pequeno, mas na maioria dos casos a lavoura é muito danificada. E é aí que entra a importância do sistema de mutualidade da Afubra, assunto que vou abordar hoje.

Sempre protegida

Aqui na propriedade, costumo fazer a inscrição no sistema de mutualidade da Afubra junto com o pedido da nova safra estabelecido com a fumageira. Com isso, quando as mudas são transplantadas para a lavoura, elas já estão protegidas. Sistema assim é raro no agronegócio brasileiro, o que demonstra que, apesar de muito combatido, o tabaco é um setor extremamente organizado. É um modelo para outros setores! Somos a única atividade que é excluída dos sistemas de seguro dos bancos, por exemplo. Nas outras culturas o seguro é sempre incluído no financiamento, o que não acontece no tabaco. O governo entende que seria um incentivo ao setor. Mas qual o problema de ajudar um pouquinho um setor que movimenta bilhões e bilhões de reais, inclusive com a arrecadação de impostos?

Milhões e milhões

Segundo números da própria Afubra, na safra 2017/2018 – que já está sendo beneficiada nas indústrias – 105 mil lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram inscritas no sistema de mutualidade. Destas, 21,6 mil foram atingidas por granizo (como mostra a foto abaixo, de arquivo) durante os cerca de 150 dias que separam o transplante da colheita. O valor pago em indenizações chegou a incríveis R$ 103 milhões. É dinheiro que, se não fosse o sistema de mutualidade, seria prejuízo para o produtor.

Incêndios

O sistema de mutualidade da Afubra também cobre os incêndios em estufas. As indenizações por esse motivo chegaram a R$ 6 milhões no ano passado. E mais R$ 6 milhões foram aplicados em auxílio-funeral dos segurados.

Vídeo novo

Quer saber mais sobre o assunto? Então acesse o Portal Gaz e confira o vídeo. Toda terça-feira de manhã tem material novo no Portal Gaz e na página Fumicultores do Brasil. Ótima semana!

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