Por Dentro da Safra: quebra na safra por causa do clima

Olá, pessoal! Tudo bem? Por conta do clima, com muitas chuvas, seguidas do calor, na região produtora de tabaco do sul do Brasil as famílias fazem as contas para avaliar como ficará a safra em termos de volume e de qualidade. Disso dependerá o resultado financeiro na temporada. Aqui na propriedade também vamos ter pequena quebra. A produção não vai pesar o que a gente achava. Mas ao menos o tabaco está na lavoura, não houve perda maior em virtude de granizo ou efeito do clima. Está bonito, só que com menos peso. Se o tempo seguir assim, até o Natal quase teremos finalizado toda a colheita.

Prejuízos em Linha Pinheiro Machado
No último domingo fui visitar a propriedade de Vilson Dreissig, 43, e da sua esposa Vanice Inês Eckhard, 34 (eles têm o filho Bruno, de 4 anos), na localidade de Pinheiro Machado, distrito de Monte Alverne. Vilson plantou 38 mil pés em sua 11ª safra e calcula que vai fazer cerca de 200 arrobas, quando estava acostumado a fazer mais de 400 arrobas. Diz que é a pior colheita dentre todas que já fizeram, com quebra superior a 40%. O tabaco plantado no cedo ainda está mais ou menos, mas o plantado no tarde, em setembro, foi muito afetado, como se vê na foto acima. Vai dar um prejuízo enorme. E se há quebra em volume, isso também se reflete na qualidade. Infelizmente, outubro trouxe muita chuva, com mais de 500 milímetros na região, seguida de muito calor, e as plantas simplesmente se entregaram.

O risco constante dos fios de alta tensão
Em nossa propriedade temos luz elétrica bastante fraca. Quando queremos ligar mais motores, não é possível. Em compensação, temos rede boa: foram trocados os postes, e está tudo perfeito. No caso dos Dreissig, o problema é a energia elétrica, a começar pela manutenção da rede. Há alguns dias até morreu um boi eletrocutado ali próximo, em São Martinho. Desde 2014, eles buscam solução para três postes que ficam no meio da lavoura. O fio de alta tensão fica na altura da mão erguida de uma pessoa, como Vilson mostra na foto. E dos três postes, um está escorado, outro está amarrado com uma corda comprida numa árvore, e o terceiro fica no meio do mato, com cipós e galhos encostando nos fios. Eles não sabem mais o que fazer, e é fundamental que isso seja solucionado logo, antes que ocorra algo muito grave.

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