Por dentro da safra: na espera para seguir com o plantio

Por: Giovane Weber, produtor de tabaco

Olá, pessoal! Tudo bem? Por aqui, ainda estamos em meio aos canteiros das mudas de tabaco, porque atrasou o plantio. Só plantamos 25% do previsto. Primeiro não conseguimos plantar por causa do frio, e na semana passada choveu o tempo todo. Mas a tendência é de que nos próximos dias, mesmo que faça frio, consigamos plantar ao menos as áreas mais altas das lavouras.

Fomos a Jaguaruna, em Santa Catarina
Como o tempo não ajudou para os trabalhos na lavoura na semana passada, aproveitamos para fazer viagem a Santa Catarina. E lá não pegamos nada de chuva. Saímos na terça de tarde e chegamos no começo da noite em Araranguá, onde pernoitamos. No dia seguinte fomos a Jaguaruna, na propriedade de Sérgio Gurlatti Cruz, 44, e da esposa Cláudia, 42, que plantam tabaco desde que se casaram, em 2001. Ele antes plantava aipim, e a família dela sempre apostou no tabaco. Quando se casaram, ela o convenceu a ingressarem na cultura do tabaco. Têm três filhos: Danielle, 18, formada técnica agrícola; Isabelle, 9; e Vinícius, 6.

A colheita vai começar em agosto
Sérgio e Cláudia, junto ao litoral, possuem área bem plana, ótima para o trabalho. Mas requer cuidados por ser terra de areia, que se torna fraca. Adubam com esterco de galinha e reforçam com adubação química. É propriedade bem-organizada, com três estufas elétricas e um galpão enorme. Têm uma moto adaptada, que puxa o tabaco para casa. Começarão a colher em agosto, embora na região de Araranguá já tenha gente colhendo. Lá faz pouco frio. Por esses dias, quando em nossa região fez muito frio, lá mal formou-se geada de leve, porque, sendo perto do mar, sempre tem brisa.

Enquanto isso, tem gente semeando
Depois subimos a Serra do Rio do Rastro em direção a Urubici, um dos municípios mais frios de Santa Catarina e do Brasil. Ali visitamos o Jeferson Gabriel (foto acima), 31, casado com a Morgana Oselame, 25, ela atuando na cidade, como farmacêutica. Na semana em que fez muito frio, lá a temperatura chegou a sete graus negativos. Se em Jaguaruna vão começar a colher, Jeferson recém semeou, e a semente vai nascer no começo de agosto.

O plantio ocorre em fins de setembro, início de outubro. A família construiu dois galpões grandes: num guarda o maquinário e junto ao outro estão as estufas elétricas, além da casa, tudo nas terras dos sogros, Geraldo e Gisela. Ou seja, não importa onde, se no litoral ou na serra, o tabaco faz a diferença e mantém as famílias no meio rural, com dignidade. Deixo aqui os parabéns pelo Dia do Agricultor, que transcorreu domingo, 28 de julho. Grande abraço!

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