Por dentro da safra: está chegando a hora de começar a colher

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Olá, pessoal! Tudo bem? O tabaco na lavoura está encaminhado e se desenvolvendo bem. Dentro de duas semanas devemos começar a colher o baixeiro daquele que foi plantado por primeiro. Mas isso vai depender do clima. Nessas plantas também vamos começar a despontar, isto é, tirar o miolo, para que ele não entre em floração.

Ainda temos aipim do ano passado

Nesse meio-tempo, ainda colhemos alimentos que foram plantados no ano passado. É o caso do aipim; se ele é plantado em terreno não muito úmido, se mantém por um ano, ou até dois ou três, como ocorre em algumas propriedades. Mas esse é para tratar os animais, não para comer. O que estamos arrancando agora é de um ano.

Rama sadia para garantir boa muda

A rama de aipim, em ano de geada forte, costuma danificar-se, dificultando a obtenção de mudas para o plantio seguinte. Mas isso não aconteceu numa de nossas lavouras, onde a rama ficou em excelentes condições. Na foto em destaque, fizemos um talho com o facão: se sai a seiva branca, como foi o caso, significa que está saudável. Do contrário, ela pode secar ou apodrecer dentro da terra. É essencial ter rama protegida para garantir boa muda de aipim.

Estamos garantindo os alimentos
Ao mesmo tempo, já temos o feijão, plantado no começo de agosto. Está bonito, foi capinado e está pronto para florescer nos próximos dias. E ainda feijão plantado no final de agosto; caso o primeiro falhe, temos a segunda opção. E vamos plantar mais um pouco em setembro. O aipim começamos a plantar agora. Os camalhões já estavam prontos; foram feitos junto com os do tabaco, o que deixa o solo mais firme. Ali fazemos um buraco com a enxada, colocamos a muda e cobrimos com terra. E tem milho já nascido. Ele vai servir de pasto às vacas, que fornecem o leite dos terneiros e também para nós, e ainda para os boizinhos, a serem engordados para serem carneados depois. Outra parte do milho é para grão; vai alimentar as galinhas, para termos ovos, e os porcos, também a serem carneados.

Arando com uma junta de vaquinhas
Mesmo nos dias atuais, em que a maioria executa os trabalhos na lavoura com trator e outros maquinários, nem todos agem dessa forma, ainda mantendo a tradição, à moda antiga. Na foto acima está meu tio Armindo Weber, que, além de trator, que também tem, aproveita sua juntinha de vaquinhas para a execução de muitos serviços. No caso, está preparando a terra para fazer o plantio de cana-de-açúcar. E está fazendo isso, claro, a baixo custo, sem gastos de combustível para o trator. Um abraço e boa semana para todos.

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