Por Dentro da Safra: da lavoura à indústria

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Em andanças pelo Sul do Brasil
Tudo bem, pessoal? Muita chuva por aí? E nós estamos aproveitando a semana para andanças pelo Sul do Brasil, conferindo lavouras em diferentes regiões. No domingo saímos às 7 da manhã de Santa Cruz do Sul e fizemos o trajeto de 50 quilômetros até a propriedade do Tiago Konrad, em Vale do Sol. Junto com a esposa Deise e a sogra Clarice, ele produz tabaco. A família plantou 70 mil pés na última safra e ainda tem um pouco para comercializar. E as mudas a serem plantadas na próxima temporada já estão repicadas nos primeiros canteiros. Tiago quer reduzir o plantio da nova safra de 70 mil para 55 mil pés.

Mucuna para proteger o solo
Uma das coisas que me chamou a atenção na propriedade de Tiago Konrad tem a ver com a produção de grãos e com a cobertura do solo, para protegê-lo durante a entressafra, nesses dias de inverno. Tiago plantou 30 quilos de semente de milho, que utiliza como grão e para fazer silagem. Assim alimenta as cabeças de gado que mantém, bem como porcos e galinhas, para consumo próprio. Milho não vai faltar. E dá gosto de ver como a mucuna está bonita. Na foto, Tiago aparece junto a essa área com mucuna.

Rumo a Santa Catarina
Depois de deixar a propriedade de Konrad, pegamos a estrada em direção a Santa Catarina. Chegamos ainda no domingo a Água Doce, onde pernoitamos na casa da família Doigo, italianos. O Alan na verdade faz parte da página Fumicultores do Brasil e, junto com seu pai, Leonir, e a mãe, plantava tabaco Burley há uns 20 e poucos anos. Então pararam e passaram a se dedicar a vacas de leite e ainda a criar frangos e suínos, que fornecem para frigoríficos.

Parada seguinte: Ivaí́, no Paraná
Ontem pela manhã, bem cedinho, às 7 horas, nos despedimos dos Doigo em Água Doce e pegamos a estrada rumo a Ivaí, no Paraná, onde visitamos a propriedade de Anderson Rebinski. Ele cultivou 140 mil pés de tabaco na última safra. Ao contrário de Konrad, em Vale do Sol, que pretende reduzir o plantio de 70 mil para 55 mil pés, os Rebinski decidiram manter a mesma área na nova safra. A semeadura vai ser feita na primeira ou na segunda semana de junho, portanto mais tarde do que na região de Santa Cruz, porque nessa área do Paraná faz muito frio, uma vez que é bem alto.

Seguindo adiante: Imbituba e Palmeira
Depois de Ivaí, em nossa viagem pela região Sul, passamos a noite de segunda-feira em Imbituba, ainda no Paraná. E hoje pela manhã nos deslocaremos à propriedade de Gilmar Vasco, no município de Palmeira, onde pretendemos conferir um forno de carga contínua que esse agricultor instalou. Trata-se de investimento superior a R$ 100 mil. Mas a tecnologia traz vantagens. Quando se começa, colhe-se todo dia a mesma quantia de grampos, até o fim da colheita. Isso permite reduzir custo de mão de obra, lenha e energia elétrica, de forma que a longo prazo o forno se torna bem mais em conta. Isso contaremos nas próximas edições. Um abraço e boa semana!

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