Por dentro da safra: confira os números que envolvem a produção

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Opa, tudo bem? Aproveitamos o tempo ensolarado e de temperaturas agradáveis dos últimos dias para, enfim, concluir o transplante das mudas de tabaco aqui na propriedade. Agora estamos salitrando a lavoura e, ao mesmo tempo, torcendo para que o clima ajude.

Chuva e frio

Como escrevi na semana passada, fomos muito prejudicados pelo excesso de chuva e de frio das últimas quatro ou cinco semanas no interior de Santa Cruz do Sul. Perdemos mudas e tivemos que replantar uma boa quantidade. Isso atrasa todo o ciclo, o que deixa a lavoura mais tempo exposta ao risco de granizo na entrada do verão, por exemplo.

Problema é geral

Ao longo da tarde dessa segunda-feira, conversei com vários fumicultores na audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, realizada no Parque da Oktoberfest, e todos disseram a mesma coisa: o clima atrasou o cronograma da safra. Eles relataram que o feriadão foi dedicado ao trabalho na lavoura.

No desfile

Aqui na propriedade o feriadão também foi de muito trabalho, principalmente porque o tempo estava bom. Eu e a esposa só demos uma pausa na manhã de sexta-feira, quando fomos para o Centro acompanhar o desfile cívico. Nossa filha, Giovana, está no 6º ano da escola Vidal de Negreiros e desfilou na Rua Ernesto Alves. Os pais precisam sempre acompanhar momentos como esses na vida dos filhos.

Diversificação

Além do tabaco, estamos envolvidos com outras culturas. É época de plantar batata-doce, mandioca e feijão, entre outros. Já escrevi e repito: o fumicultor produz muito mais que tabaco.

É muito grande

No vídeo desta semana detalho alguns números que demonstram a força da cadeia produtiva do tabaco, incluindo a diversificação. Mas um dado em especial traduz bem isso tudo e faço questão de compartilhar aqui: na safra 2016/17, segundo a Afubra, as cerca de 150 mil famílias produtoras somavam 1,7 milhão de hectares. Destes, pouco menos de 300 mil eram destinados ao plantio de tabaco, enquanto as demais culturas e atividades rurais somavam 1 milhão de hectares. O restante era, entre outros, reflorestamento e mata nativa.

Mas o reconhecimento…

Apesar dessa grandeza – nas duas últimas safras, somente os colonos movimentaram R$ 6 bilhões no Sul do Brasil com a venda da safra de tabaco –, ainda somos discriminados pelo mercado. Quando vamos ao banco fazer um Pronaf, por exemplo, enfrentamos uma burocracia imensa, criada para praticamente inviabilizar o financiamento aos fumicultores. Só que os números mostram que somos muito mais do que produtores de tabaco. Essa lógica está errada! O setor é um dos que mais movimentam a agricultura familiar no Sul e é decisivo para a economia de dezenas e dezenas de pequenos municípios. Precisamos reconhecer e valorizar o setor. Então por hoje é isso! Até a próxima terça!

Assista ao vídeo no Portal Gaz

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