Por dentro da safra: começamos bem

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Opa, tudo bem? Por aqui estamos de olho nas primeiras mudas do tabaco da nova safra. E elas estão se desenvolvendo muito bem! O clima ajudou e nossas sementes são de excelente qualidade. No último dia 23 semeamos o primeiro canteiro – sim, mais cedo que o normal. Contei isso na semana passada: optamos por adiantar um pouco o primeiro canteiro para fugir do calorão e do risco de temporais e granizo no forte do verão. Essa prática é comum em outras regiões e aqui mesmo no Vale do Rio Pardo já tem gente obtendo bons resultados com isso. Vamos ver o que acontece! Por enquanto estamos com um canteiro semeado. Os demais serão preparados na segunda quinzena de maio, como de costume.

Dia de abubo…
Nessa segunda-feira fiz a primeira aplicação de adubo no canteiro. Tem gente que faz isso antes de as mudas começarem a nascer. Eu normalmente faço quando as plantinhas começam a aparecer.

…e de defensivo
A primeira aplicação de defensivo foi no dia 23, quando a bandeja foi para o canteiro. O que muitos chamam de agrotóxico, para nós aqui na propriedade é defensivo. E sabe por quê? Porque esse tipo de produto, se utilizado corretamente, manuseado com EPI, aplicado com orientação técnica, na dose certa e na hora certa, é solução e não problema. A lógica é simples: melhor usar uma pequena quantidade antes, para evitar transtornos, do que depois, para tentar remediar uma situação mais grave.

30 gramas
Sabe quanto de um determinado defensivo agrícola foi aplicado nas bandejas de mudas no nosso primeiro canteiro aqui na propriedade? Trinta gramas. Somente isso! É pouco, tenha certeza disso. Trinta gramas é mais ou menos o peso de quatro moedinhas de R$ 1,00. E essa pequena quantidade de defensivo – que para muita gente é “veneno” – vai livrar nossas centenas e centenas de mudinhas de um ataque de grilos, por exemplo.

Você sabia?
O setor do tabaco é, comprovadamente, um dos que menos utiliza defensivo agrícola no agronegócio nacional. A média é de 1,1 quilo de ingrediente ativo por hectare em todo o ciclo. No início dos anos 90 essa média já foi de 6,6 quilos por hectare. E pasmem: pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) aponta que a produção comercial de tomate utiliza 36 quilos de ingrediente ativo por hectare. E a produção comercial de batata consome 28 quilos de ingrediente ativo por hectare. São apenas dois de tantos exemplos que temos por aí.

Quermesse
Nem só de lavoura vive o agricultor. O fim de semana foi de festa aqui na Comunidade Católica Imaculada Conceição, de Cerro Alegre, interior de Santa Cruz. A festa bombou no domingo, do início da manhã até o início da madrugada de segunda. Servimos nada menos que 690 almoços e à noite teve Banda Magia. Foram preparadas 120 cucas e 40 tortas. A vida em comunidade é uma grande tradição, mantida também pelas quermesses.

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