Pesquisa prevê estabilização do mercado de tabaco

Santa Cruz do Sul/RS – O número de fumantes no mundo ainda cresceu até 2012. Porém, em 2013 o consumo de cigarros veio a apresentar redução de 3,3%. A informação consta em pesquisa da Euromonitor International, que também indica até 2018 estabilização nos níveis registrados em 2013. A produção de tabaco, por sua vez, pelos dados levantados no âmbito da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), pode evoluir próximo a 3% no período 2013/14, levando à ampliação dos estoques, embora com recuo na colheita do principal produtor, a China.

A situação levantada em 2013, na opinião de Benício Albano Werner, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e vice-presidente da ITGA, teve influência de fatores como as campanhas antitabagistas, particularmente as restrições de locais para consumir o produto, ainda que não alterando o número de fumantes. Interfere também, segundo ele, “o aumento absurdo de impostos em vários países, e não se pode descartar a concorrência do cigarro eletrônico, que começa a ganhar algum espaço, em relação ao tradicional”.

A interferência das ações de controle é admitida igualmente no âmbito industrial, onde se enfatiza, no entanto, a perspectiva de estabilização, a partir de compensação de consumo que ocorre na Ásia, em detrimento da retração europeia e norte-americana. O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), por meio do presidente Iro Schünke, chama atenção para o aumento da produção, com custo mais baixo, dos países africanos (especialmente Zimbábue e Tanzânia no tipo Virgínia, e Malaui e Moçambique no Burley), e sua representatividade no mercado.

Este fato também é salientado por Werner, da Afubra e da ITGA, observando especificamente crescimentos sucessivos, de 16% e 29%, nas últimas safras, do competitivo Zimbábue, que chega a produzir 216 mil toneladas e exporta 98% do total. Werner assinala que o quadro geral da estabilização no consumo e do avanço produtivo da África implica, em nível mundial, e de modo especial no Brasil, em atitude de cautela na produção.

Benno Bernardo Kist
benno@editoragazeta.com.br

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