Os bons exemplos que vêm da diversificação

Canoinhas/SC – A segunda edição do Dia do Produtor de Tabaco levou a Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, cerca de 800 agricultores. A intensa programação foi desenvolvida no Centro de Eventos A Firma. O município possui a maior área plantada com a folha no Estado, totalizando 6 mil hectares e mais de 2.600 famílias envolvidas na atividade de campo.

O encontro, que em 2013 foi em Santa Cruz do Sul (RS), teve como tema central a diversificação da propriedade rural e a proteção ao meio ambiente, assuntos debatidos na Conferência das Partes da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (COP 6), realizada no início de outubro, em Moscou, na Rússia. O público acompanhou ainda depoimentos de produtores de tabaco, palestras, almoço e shows musicais.

Erna Regina Reetz e Inor Assmann
erna@editoragazeta.com.br e inor@viavale.com.br

 

Fala, produtor

_DSC6685_Irlei Dassi e Ademir Jose Dassi

Ademir José Dassi, 49 anos, e Irlei Schneider Dassi, 45, de Barra Bonita
A horta é o orgulho de Irlei. Mas é do tabaco que vem o ganho da família, com cultivo de 25 mil pés. A esposa e os três filhos cuidam da contabilidade e das vacas de leite. Ademir e o genro conduzem o tabaco, com continuidade garantida. Filha e genro fazem o curso de pequeno empreendedor rural.

_DSC6616_Maria Ivonete Constante e Alairton Constante

Alairton Constante, 48 anos, e Maria Ivonete Constante, também 48, de Vidal Ramos
Em 2001, a família perdeu tudo em um incêndio, incluindo galpão e trator. Pensaram em parar de plantar tabaco, mas acabaram voltando. O cultivo de cebola, outra atividade dos Constante, deu prejuízo naquele ano. Atualmente, cultivam 105 mil pés de tabaco, com três dos quatro filhos.

_DSC6674_Gloria Maria Oliveira Alexandre e Bento Fogaça Alexandre

Bento Fogaça Alexandre, 61 anos, e Glória Maria Alexandre, 56, de São João do Sul
As quatro filhas do casal tiveram festas de 15 anos e de casamento custeadas com dinheiro do tabaco. Dos três netos, um estuda em escola agrícola, garantindo a sucessão. Junto com a filha mais velha e o genro, conduz lavoura de 70 mil pés. A fabricação de um queijo famoso na região garante a renda extra.

_DSC6620_Boleslau Wardenski e Bernardete Wardenski

Boleslau Wardenski, 74 anos, e Bernardete Wardenski, 68, de Canoinhas
Já com 47 anos, Boleslau decidiu voltar a plantar tabaco, cultura qua havia conhecido ainda na juventude na propriedade do pai. O motivo: era a atividade que mais gerava renda. Atualmente, o casal trabalha em sistema de condomínio com os seis filhos, somando 510 mil pés.

_DSC6673_Celso Ruchinski e Nilsnei Cordeiro Ruchinski

Celso Ruchinski, 58 anos, e Nilsnei Cordeiro Ruchinski, 56, também de Canoinhas
Celso agradece a um tio que lhe deu a primeira oportunidade de trabalhar com tabaco. Hoje, junto com a esposa e três dos seis filhos, toca uma lavoura de 85 mil pés, além de 18 hectares com soja. Com o dinheiro do tabaco, garantiu a construção de casas para os filhos.

_DSC6618_Andreia Zambiase Cerbaro e Oldair Cerbaro

Oldair Cerbaro, 35 anos, e Andreia Zambiaze Cerbaro, 30, de Bandeirante
O casal ainda está começando a sua vida em comum, mas sabe que não quer deixar de plantar tabaco. Com dois filhos, ainda crianças, a dupla tem uma lavoura de 35 mil pés de Burlei, junto com o pai de Andreia. A complementação de renda vem da suinocultura e da produção de leite.

_DSC6622_Osvaldo Longinus e Maria Aparecida Michels

Osvaldo Longinus, 46 anos, e Maria Aparecida Batista Michels, 44, de Braço do Norte
Por 16 anos, um paiol foi a moradia da família. Hoje, com casa própria, o casal, junto com o filho José Luís, de 24 anos, que já definiu que vai ficar no campo, cuida de 40 mil pés. Durante a safra, o caminhão, adquirido com esforço, garante a segunda renda, com o transporte dos fardos.

_DSC6678_Vilson Cardoso e Rosangela Reger Cardoso

Vilson Cardoso, 46 anos, e Rosângela Roger Cardoso, 38, de Imbuia
O avô materno de Vilson foi o primeiro produtor de tabaco da região. O casal, com dois filhos adolescentes, cultiva 50 mil pés, que lhes garantem metade da renda. O restante vem da cebola. O agricultor destaca que o cultivo de tabaco evoluiu com o plantio direto, permitindo deixar a enxada de lado.

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