O desafio das quedas de luz

Por: GIOVANE WEBER E ANDERSON REBINSKI, produtores de tabaco

Nessa quinta-feira, 14, enquanto colhiam mais uma safra, Jeferson Skrepitz, 40 anos e a esposa Maria, de 38, fizeram uma pausa para contar como é a vida em Itaiópolis, um município com pouco mais de 20 mil habitantes, no Planalto Norte de Santa Catarina. Quem estava junto era a mãe de Maria, dona Maria Bernarda Nozykowski, que aos 75 anos mostra muita disposição com as lidas. Eles moram a 25 quilômetros da região central da cidade em um caminho asfaltado, o que favorece muito o deslocamento.

Para o casal que aparece na capa desta edição, está muito claro que é importante diversificar. Além dos 55 mil pés de tabaco, eles plantam 30 hectares de soja e criam abelhas. Pais de Guilherme, de 9 anos, que está frequentando a escola, Jeferson e Maria enfrentam um problema que já não deveria mais existir: as quedas de luz na propriedade onde possuem duas estufas de grampo.

Os cantores do Paraná

Há dois anos os irmãos Dieimesson e Daiane Machado Muchinski enviaram um vídeo para a página Fumicultores do Brasil no Facebook, que administramos. Eles cantavam uma moda de viola retratando a vida na colônia enquanto manocavam tabaco. O vídeo fez tanto sucesso que desde então os dois foram convidados até para um programa na TV Aparecida. Depois disso, os irmãos ficaram conhecidos e passaram a se apresentar e divulgar seu talento nas redes sociais. Ontem, enquanto estávamos na propriedade da família, fizemos novos registros que em breve serão divulgados. Desta vez o irmão deles, Jonathan, soltou a voz. Vale a pena conferir pra ver que o fumicultor também tem conhecimento e cultura.

Mas não é só de música que se vive. Hoje com 23 anos, Dieimesson, e Daiane, 19, ajudam os pais, Seferes Dionísio e Maria, na propriedade onde plantam 60 mil pés de tabaco. Eles ainda cultivam milho, que também é importante para os agricultores. E para completar a história, o pai, que é um dos incentivadores da dupla, gosta muito de cantar.

E segue a viagem

Chegamos ontem à noite a Irati, no Paraná, depois de 2,6 mil quilômetros de viagem e boas recordações. Por enquanto o trajeto tem sido tranquilo, sem chuva e com um clima bem agradável. Hoje o roteiro segue por Rio Azul, Irati e Imbituba e se encaminha para a reta final.

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