MP DEIXA SAFRISTAS EM ALERTA E ASSEMBLEIA ANUNCIA APOIO

Porto Alegre/RS – A Medida Provisória (MP) 665/2014, que amplia de 30 para 180 dias ininterruptos de trabalho formal o período de carência para que o trabalhador tenha direito ao Programa de Integração Social (PIS), deixa em alerta os empregados temporários da indústria fumageira no Vale do Rio Pardo. A região concentra unidades das principais empresas do setor no País que, juntas, empregam mais de 8 mil safristas por ano.

Editada pelo governo federal, a MP ainda reduz de um salário mínimo para valor proporcional ao tempo de trabalho formal no ano anterior o abono do PIS. A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo) calcula que, somente na região, cerca de R$ 15 milhões deixarão de circular na economia em 2016 caso a medida provisória não seja alterada.

O assunto foi tema de audiência realizada na manhã de hoje na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O presidente da Casa, deputado Edson Brum (PMDB) – que é do município de Rio Pardo -, recebeu o presidente e o vice-presidente do Fentifumo, José Milton Kuhnen e Sérgio Luiz Pacheco, respectivamente. Pacheco é também presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul.

Segundo ele, o artigo 9º da MP prejudicará diretamente os safristas, pois 70% deles trabalham em períodos inferiores a seis meses durante o ano. “A questão do pagamento do PIS e demais alterações oneram o trabalhador e criam um retrocesso social”, acrescentou José Milton Kuhnen. O deputado Edson Brum comprometeu-se a incluir o assunto na pauta da reunião que terá nesta sexta-feira com a bancada gaúcha no Congresso Nacional. A ideia é que os parlamentares defendam os interesses dos safreiros em Brasília.

Sérgio Luiz Pacheco, Edson Brum e José Milton Kuhnen (foto: Vinicius Reis/AL)

Sérgio Luiz Pacheco, Edson Brum e José Milton Kuhnen (foto: Vinicius Reis/AL)

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