Mais diversificação para os gaúchos

Porto Alegre/RS – Foi renovado nessa quinta-feira, em Porto Alegre, o convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens Após a Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul. O programa incentiva a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais nos três Estados do Sul. Para isso, são divulgadas as vantagens do plantio da safrinha e incentivo à prática de diversificação da propriedade.

Conduzida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), a ação reúne a estrutura de campo das empresas associadas e das entidades apoiadoras. São parceiros o governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio das Secretarias da Agricultura, Pecuária e Irrigação e Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, além da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), da Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag/RS), da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (Sips).

“O programa tem trazido receita relevante para os produtores de tabaco. Somente no Rio Grande do Sul, o programa rendeu R$ 320 milhões aos produtores que plantaram milho e feijão. A expectativa para esse ano é positiva, considerando que teremos um incremento de renda com a adesão também da pastagem ao programa. Além da renda extra do produtor, há ainda o aspecto da preservação do solo e um melhor aproveitamento dos recursos da propriedade”, afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

O plantio após a colheita do tabaco reduz os custos de produção dos grãos e pastagens, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados. Consequentemente, pode haver redução de custo na produção de proteína (carne, leite e ovos). Outros benefícios são a proteção do solo contra a erosão e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas. Próximo ao início da colheita deverá ser realizado um dia de campo nos três Estados.

SAFRINHA – A última safrinha gaúcha teve o plantio de 73 mil hectares de milho (424 mil toneladas) e 7 mil hectares de feijão (15 mil toneladas). Os rendimentos para os produtores alcançaram a marca de R$ 282 milhões para o milho e R$ 38 milhões para o feijão. Considerando as regiões produtoras de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram cultivados 127 mil hectares de milho e 25 mil hectares de feijão, com rendimento de R$ 520 milhões para o milho e R$ 130 milhões para o feijão.

Após a colheita, o produtor de tabaco cultiva também outros grãos, com destaque para a soja e há, ainda, o cultivo significativo de pastagens para alimentação dos animais, cultivo que passará a ser incentivado pelo convênio na próxima safra. O levantamento apontou que no Rio Grande do Sul, 41 mil hectares são utilizados para pastagens e, nos três estados sul-brasileiros, a soma alcança 68 mil hectares.

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