JTI interrompe produção em fábrica a partir de segunda-feira

A fábrica de cigarros da Japan Tobacco Internacional vai suspender a produção a partir da próxima segunda-feira, 2, antes mesmo da inauguração oficial. O motivo é a falta de uma licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa só tem autorização para comercializar no Brasil as marcas Camel e Winston importadas. Para que o tabaco produzido no país seja usado, é necessário que a Anvisa altere a licença da JTI. No entanto, o processo que deveria durar 30 dias já está com mais de dois meses de atraso.

A Unidade da JTI para produção de cigarros, em Santa Cruz, é fruto de um investimento de 80 milhões de reais. A fábrica, primeira da empresa no Brasil, já atingia níveis recordes de produtividade, inclusive para padrões internacionais. Com a produção acelerada, o estoque ficou acumulado e não pode ser escoado e, por isso, vai ser necessário paralisar a produção.

Essa operação é a primeira da JTI, de origem japonesa, no Brasil. Operando com apenas uma das linhas montadas, a unidade já se preparava para colocar a segunda para funcionar. Para isso, ao menos 20 funcionários deveriam ser contratados, processo que também foi suspenso até que haja uma solução para o problema. Confome a Anvisa, existe uma lista de processos a avaliar, que vão ser analisados por ordem de chegada. Neste contexto, não há prazo previsto para deliberar sobre o aditamento da licença. Em abril, a JTI teve operação homologada pela Receita Federal. A unidade tem inauguração marcada para o dia 26 de setembro.

Texto: Leandro Porto, Rádio Gazeta AM 

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