JTI inaugura nova unidade de compra e investe em colheita mecanizada

Safra começa a ser processada no dia 2 de março em Santa Cruz (foto: divulgação)

Safra começa a ser processada no dia 2 de março em Santa Cruz (foto: divulgação)

Santa Cruz do Sul/RS – Os produtores integrados à JTI da região do Planalto Norte de Santa Catarina, especialmente dos municípios de Canoinhas, Papanduva, Itaiópolis, Bela Vista do Toldo, Três Barras, Irineópolis, Major Vieira e Mafra vão contar, a partir de março, com uma nova unidade de compra de tabaco.

Uma das novidades da JTI para a safra 2015 é a comercialização na Unidade de Canoinhas, localizada na BR-280, no bairro Água Verde. A nova estrutura, equipada com área de compra, sala do produtor, escritório, área de estoque e de carregamento, possui capacidade para atender todo volume da JTI na região.

Segundo o líder de Produção e Agronomia da JTI, Fernando Leite, a escolha pelo município teve como objetivo melhorar o atendimento aos produtores integrados da região, que tradicionalmente produz um bom volume de tabaco com a qualidade desejada pela empresa.

“Desta forma, a JTI passa a estar mais próxima ainda ao produtor, facilitando seu acesso para acompanhar a entrega do produto. A região tem sido uma excelente parceira da empresa em termos da qualidade desejada, merecendo este investimento numa estrutura de compra”, frisou.

A comercialização do tabaco pela JTI iniciou no mês de janeiro nas unidades de Santa Cruz do Sul; Morro da Fumaça, Pinhalzinho e Pouso Redondo, em Santa Catarina; e São Mateus do Sul, no Paraná. Já o processamento na unidade de Santa Cruz do Sul deve iniciar no dia 2 de março. A JTI mantém aproximadamente 13 mil produtores integrados na Região Sul do Brasil.

MECANIZAÇÃO

Outra novidade da JTI é o processo de mecanização da colheita do tabaco. A colheitadeira de tabaco Burley já faz parte da realidade dos produtores Evandro Kasten, 24 anos, e seu pai, Valdemar Kasten, 55, moradores de Linha Paleta, interior de Arroio do Tigre, na região Centro-Serra do Rio Grande do Sul.

O equipamento, adquirido no final de 2014, já alcança os primeiros resultados positivos, como a redução no número de pessoas no momento da colheita. “Antes ia com mais seis pessoas para colher o tabaco. Agora vou sozinho para a lavoura”, comenta Evandro.

A colheitadeira, de tecnologia francesa, foi instalada junto ao trator de porte médio da família. “Muita gente disse que não daria certo, que o terreno irregular ia impedir o bom funcionamento, mas eu não desisti. Se funciona em outra lavoura, teria que funcionar na minha também”, acreditou ele. Depois de adaptado, o equipamento colheu cerca de 70% da lavoura de 10,26 hectares de tabaco Burley.

Nesta safra, a produção foi de 1,95 mil quilos por hectare. Satisfeito com os resultados, Evandro afirma que a colheitadeira funciona onde passar um trator comum, seja na ladeira ou no cascalho. Além disso, colhe mais rápido que a mão de obra tradicional.

Evandro, que nesta safra plantou 200 mil pés de tabaco, acredita que vai fazer uma economia de mais de R$ 10 mil com a colheitadeira, valor que deve aumentar quando utilizar o equipamento para colher toda a produção. “Na próxima safra, estaremos mais adaptados e os resultados serão ainda melhores”, salienta ele.

Colheitadeira de tabaco Burley apresenta bons resultados (foto: divulgação)

Colheitadeira de tabaco Burley apresenta bons resultados (foto: divulgação)

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