Jovens aprendizes rurais são apresentados pelo Instituto Crescer Legal

Santa Cruz do Sul/RS – O Instituto Crescer Legal encerrou um ciclo nesta quarta-feira, 14 de dezembro, com a apresentação da quinta e última turma do piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, em Santa Cruz do Sul (RS). Os 19 jovens da turma de Linha Boa Vista recepcionaram autoridades, associados, parceiros e familiares no evento realizado na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, localizada junto à Escola Estadual de Ensino Fundamental Guilherme Simonis.

As atividades do curso acontecem no educandário desde o dia 16 de novembro, com o apoio da 6ª Coordenadoria Regional de Educação (6ª CRE), que cede uma sala de aula, laboratório de informática e alimentação, e da Secretaria Municipal de Educação de Santa Cruz do Sul, que viabiliza o transporte dos participantes.

A consultora do Instituto, Ana Paula Motta Costa, explicou que a entidade foi criada a partir de ações que já vinham sendo desenvolvidas pelo SindiTabaco para o combate do trabalho infantil. “A conscientização é uma das ferramentas para alcançar o objetivo, mas identificou-se que era necessário oferecer alternativas, especialmente aos adolescentes”, disse.

Assim, criou-se o Programa de Aprendizagem Profissional Rural, com base na Lei da Aprendizagem. As associadas passaram a utilizar suas cotas de aprendizes com os jovens rurais que, ao invés de trabalharem nas empresas, participam do curso Empreendedorismo em Agricultura Polivalente, voltado para a gestão rural. “O que queremos é que os jovens se preparem da melhor forma para o trabalho e dizer que nossa esperança se renova todos os dias por meio da juventude, seja ela urbana ou rural.”

A educadora de referência da turma, Graziele Pinton, falou da seriedade e do comprometimento do Instituto e liderou o momento simbólico de entrega dos crachás aos aprendizes. O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005).

Em Santa Cruz do Sul, os jovens são contratados pelas empresas Alliance One e Universal Leaf Tabacos, associadas ao Crescer Legal. As atividades são realizadas na escola parceira, durante o contraturno. O diretor presidente do Instituto Crescer Legal, Iro Schünke, saudou um a um os jovens e falou da grande oportunidade que eles têm nas mãos para se desenvolverem.

“O grande diferencial do Instituto é trazer a aprendizagem profissional para o campo, sem tirar o jovem do contato com as suas raízes. No caso do Instituto, a aprendizagem vai acontecer no curso, com o auxílio dos educadores que têm feito um ótimo trabalho. Além disso, é fundamental a participação dos pais para o bom funcionamento do curso”, ressaltou. Atualmente, cinco municípios contam com o piloto do programa: Candelária, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Segundo o coordenador regional de Educação da 6ª CRE, Luiz Ricardo de Moura, a educação e a aprendi zagem voltada para melhorar as questões rurais são fundamentais e é preciso buscar um trabalho permanente nesse sentido para que as crianças e adolescentes do campo possam ter alternativas viáveis a sua realidade. “Pretendemos cada vez mais aproximar parcerias para que esse projeto não fique apenas no piloto”, refletiu Moura.

Jaqueline Marques de Souza, secretária municipal de Educação, falou que pesquisa recente identificou o pedido dos jovens para o maior uso de tecnologias e de aulas que os preparem melhor para o futuro. “O Instituto Crescer Legal está construindo essa escola do futuro e para nós é uma honra fazer parte dessa história”, disse ao grupo desejando sucesso.

SAIBA MAIS: O curso terá duração média de 11 meses, com quatro horas diárias de segunda a sexta-feira, totalizando 920 horas. A proposta da formação está voltada para o desenvolvimento de um empreendedor em agricultura polivalente, que planeja e administra unidade de produção. O público-alvo para o projeto-piloto é de adolescentes de 14 a 18 anos, cursando o Ensino Regular e oriundos de famílias de pequenos produtores rurais, em especial produtores de tabaco.

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