Instituto Crescer Legal recebe pesquisadores de Indiana para tratar sobre empoderamento feminino

Santa Cruz do Sul/RS – Uma comitiva da Universidade de Marian, de Indianápolis (Indiana, EUA), visitou o Instituto Crescer Legal na terça-feira,  dia 6 de junho. O grupo composto por duas professoras e quatro estudantes foi recebido pelo diretor-presidente da entidade, Iro Schünke, que fez uma apresentação sobre o Programa de Aprendizagem Profissional Rural e falou sobre as iniciativas que deverão ser implementadas ainda em 2017 sobre o empoderamento feminino no campo.

Na parte da tarde, o grupo compartilhou experiências com os educadores sociais do Instituto que, por sua vez, deram suas percepções sobre questões de gênero no meio rural, a partir da realidade das turmas do Instituto. A programação foi encerrada em Candelária, na Linha do Rio, para visita à turma do Programa de Aprendizagem local. O grupo foi acompanhado pela consultora do Instituto Crescer Legal, Dra. Ana Paula Motta Costa, e pela coordenadora Nádia Solf.

A visita faz parte de um programa da Universidade sobre “Direitos da Mulher e Empoderamento no Hemisfério Ocidental: uma perspectiva global” oferecido aos alunos. O grupo ficará no Brasil de 1º a 10 de junho estudando os esforços internacionais para a eliminação da discriminação contra mulheres e meninas, e a questão da igualdade entre mulheres e homens no contexto específico dos Estados Unidos e Brasil em uma ampla gama de áreas, incluindo educação, cuidados de saúde, emprego, assistência à infância, representação do governo, entre outros.

SAIBA MAIS – O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015. Já em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural. Atualmente, cinco turmas estão em andamento em Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul. O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005).

Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira, durante o contraturno, em suas propriedades, comunidades e em saídas de estudo. O curso tem duração média de 11 meses, com 4 horas diárias de segunda a sexta-feira, totalizando 920 horas. A proposta da formação está voltada para o desenvolvimento de um empreendedor em agricultura polivalente, que planeja e administra unidade de produção. O público-alvo para o projeto-piloto é de adolescentes de 14 a 18 anos, cursando o Ensino Regular e oriundos de famílias de pequenos produtores rurais, em especial produtores de tabaco.

 

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