Incentivo à produção

Dejair Machado, Jornal Gazeta do Sul – Caderno Produtor de Tabaco

Santa Cruz do Sul/RS – Das lavouras douradas brota mais do que a matéria-prima utilizada para abastecer as indústrias e gerar milhares de reais em tributos. É graças à produção de tabaco que famílias inteiras garantem seu sustento e contribuem para o agronegócio brasileiro.

Embora esteja presente em diversas partes do País, a planta é predominante no Sul onde fatores geográficos, climáticos e culturais favorecem o seu desenvolvimento. Na região do Vale do Rio Pardo, a importância da planta é ainda mais evidente, isso porque é nestes municípios que estão concentradas algumas das principais indústrias de beneficiamento e duas fábricas de cigarro – a da Philip Morris e a recém-inaugurada pela JTI, ambas em Santa Cruz.

Junto de fatores econômicos, o tabaco traz consigo a importância social. É o que aponta o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner. Ele que é filho do fundador da entidade, Harry Werner, lembra como foi que surgiu a necessidade de se organizar para assegurar a representatividade da categoria. No começo da década de 1950 era comum as famílias perderem suas plantações em função do granizo ou vendavais. Na época, cada chuva era vista como um risco de prejuízo.

“Minha família tinha um armazém na localidade de Formosa, hoje Vale do Sol, e lembro de uma vez que os moradores foram lá para pedir alguma ajuda ao meu pai, que também era vereador”, recorda. Foi diante do clamor dos agricultores que começaram as mobilizações que deram origem à Associação dos Plantadores de Fumo em Folha do Rio Grande do Sul, em março de 1955. Além de atuar nas discussões relacionadas ao preço de comercialização do que era produzido, a entidade idealizou um plano próprio com base no sistema mutualista, por meio do qual os produtores de tabaco associados contam com auxílio em situações de danos nas lavouras ou estufas.

Com o passar do tempo a associação expandiu-se, conquistou novos integrantes e hoje é um dos principais nomes do agronegócio nacional. “Era uma época de muitas dificuldades e desafios”, recorda Benício que passou a trabalhar na Afubra em 1975.

Desde o início, o foco no produtor de tabaco tem sido uma constante e por isso, na análise do presidente, todas as iniciativas e programas adotados com foco no produtor, foram importantes para fomentar o desenvolvimento da atividade produtiva, que envolveu 74.360 produtores no Rio Grande do Sul e representou um faturamento de R$ 2,89 bilhões.

NUMERO

Lavoura: 145.240 hectares cultivados na safra 2017/2018 no Rio Grande do Sul

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