EXPEDIÇÃO: Um olho nos negócios, outro na safra

Quebra de safra no ano passado prejudicou as vendas

Quebra de safra no ano passado prejudicou as vendas

Rio Azul – Moacir Gasparelo nunca plantou fumo. Mas à medida que a colheita avança no centro-sul do Paraná, suas preocupações estão todas voltadas com o resultado da safra e com a expectativa de que os produtores sejam bem remunerados pelas indústrias.

Mesmo sem envolvimento direto com a cultura do tabaco, Gasparelo depende de uma boa safra para ter um ano bom. Empresário, ele abriu há um ano e meio uma revenda de motosserras no Centro de Rio Azul, municipio de 15 mil habitantes que é o maior produtor de fumo do estado paranaense. Mais de 95% dos seus clientes, segundo ele nos contou na manhã desta quinta-feira, são justamente fumicultores que precisam cortar lenha para as estufas.

Gasparelo ainda é novo na cidade, mas já sentiu na pele o impacto do fumo sobre a economia local. No ano passado, quando o excesso de chuvas prejudicou a safra, as vendas foram 50% a menos do que esperava. “Fiquei preocupado, fui conversar com o pessoal do comércio e eles me garantiram: aqui corre dinheiro, mas só quando a safra vai bem”, relatou. A recessão econômica no País também atrapalhou, mas o principal foi mesmo a baixa demanda das propriedades fumicultoras. “Se tivesse uma produção boa, nem sentiríamos a crise”. A situação é a mesma em todo o setor comercial e de serviços da cidade.

Para este ano, as perspectivas são melhores. Por enquanto, a procura tem sido maior, mas as vendas ainda não deslancharam. A expectativa é que isso mude a partir do momento em que a comercialização pegar embalo.

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