EXPEDIÇÃO: Tecnologia ajuda a enfrentar a seca

Para enfrentar estiagens como a registrada nesse início de ano no Sul gaúcho, alguns produtores contam com a ajuda da tecnologia. Um deles é Fernando Rediess, que dispõe de um sistema de fertirrigação em sua propriedade em Iguatemi, no interior de Canguçu, onde estivemos na manhã desta quinta-feira.

Já é a segunda safra que Rediess utiliza a fertirrigação. Na atual, porém, o investimento foi posto à prova, em função da escassez de chuvas. Enquanto a quebra de safra na região é calculada em 30%, Rediess estima perdas bem menores, entre 10% e 15%. Basta olhar os 64 mil pés de seus seis hectares de lavoura para perceber que as plantas resistiram melhor do que a média na região, conservando o tamanho e a coloração.

Ao todo, foram investidos cerca de R$ 70 mil na propriedade. Funciona da seguinte forma: o salitre é diluído na água retirada de uma açude e aplicado no solo por meio de um sistema de gotejamento, que é administrado pelo próprio produtor através de registros distribuídos pela lavoura. A seca este ano foi tão forte que, embora a orientação recebida da empresa fumageira tenha sido aplicar os nutrientes a cada dois dias, Rediess se viu obrigado a esperar mais tempo entre as aplicações para racionar água. O açude quase secou.

Segundo o inspetor da Afubra, Valdir Mundstock, os efeitos da fertirrigação são sentidos até mesmo quando há chuvas em volume suficiente, como na safra passada. “Onde tem irrigação, se consegue 800 quilos a mais por hectare quando chove”, observa.

Texto: Pedro Garcia – Foto: Bruno Pedry 

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