EXPEDIÇÃO: Tabaco também pode ser complemento

Seu Éder já plantou 80 mil pés em um ciclo. Na atual safra, foram 27 mil

Seu Éder já plantou 80 mil pés em um ciclo. Na atual safra, foram 27 mil

Guaraciaba – O tabaco costuma ser a principal fonte de renda de quem o cultiva, embora cada vez mais os agricultores estejam preocupados em diversificar suas propriedades como forma de agregar receita e protegerem-se contra as instabilidades do mercado. Mas também há situações em que o próprio fumo é uma atividade complementar. É o que acontece na propriedade de Éder Brustolin, na localidade de Linha Caravaggio, no interior de Guaraciaba (SC).

Fumicultor desde 1990, Seu Éder plantou, na atual safra, 27 mil pés da variedade burley – todo ele já foi colhido e agora está sendo secado e classificado. No passado, porém, já chegou a plantar 80 mil pés em um ciclo. Foi nos últimos cinco anos que ele passou a reduzir a área plantada de fumo – que hoje se resume a dois hectares – e investir em outras culturas que hoje são as linhas de frente de sua produção: gado leiteiro (30 cabeças), soja (15 hectares) e milho (12 hectares).

Seu Éder mantém a propriedade com a ajuda da esposa e dos pais. Segundo ele, a decisão de reduzir o volume produzido de fumo se deu devido ao custo da mão de obra. Aos poucos, porém, percebeu ter descoberto um modelo eficiente. Mesmo com uma produção pequena, garante, apenas com o fumo, uma renda de R$ 30 mil por ano. “A intenção não é parar de plantar fumo, porque é uma receita boa que conseguimos mesmo plantando pouco. Vale muito a pena”, nos relatou.

Se depender da qualidade, a expectativa para a atual safra é boa. A preocupação de Seu Éder é com as notícias de excesso de oferta. A preocupação é que isso impacte no preço pago pelas indústrias.

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