EXPEDIÇÃO: Seu Nilson está confiante no preço

Apesar da quebra de safra no litoral catarinense, estimada em 20% pela Afubra, Nilson Loch está confiante que este será um ano bom para os produtores. A família de Seu Nilson planta fumo desde 1964. Nesta safra, ele ousou até ampliar um pouco a produção: foram 65 mil pés de fumo plantados em sua propriedade em Santa Terezinha, no município de Orleans, onde estivemos nessa sexta-feira.

Embora as intempéries climáticas tenham comprometido a produtividade – enquanto no ano passado havia obtido 13 arrobas por mil pés, este ano deve fechar em 9,5 ou 10 arrobas -, Seu Nilson espera compensar as perdas no preço. Como sua propriedade fica em “terra de barro”, foi menos prejudicada do que as localizadas em “terra de areia” – são as expressões utilizadas na região para designar os solos argiloso e arenoso. Segundo ele, a qualidade só foi afetada nas três primeiras apanhadas, depois estabilizou.

Com isso, a expectativa é de que, como haverá menos produto à disposição das fumageiras, quem tenha tabaco bom para vender saia ganhando com preços melhores – diferente do ciclo passado, quando houve superoferta, o que prejudicou os preços. “O que manda no preço é oferta e procura. Quando sobra tabaco, o preço vai lá embaixo. Mas esse ano acredito que será bom para os produtores”, analisa.

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