EXPEDIÇÃO: Seu Luis mostra o que é tabaco bom

Qualidade para garantir bom preço na hora da comercialização é o que todo fumicultor busca a cada safra. Mas só um produtor experimentado sabe identificar “no olho” a qualidade de uma planta.

Em nosso roteiro de visitas a propriedades em toda a região Sul, conhecemos nesse sábado, dia 17 de fevereiro, a lavoura do Seu Luis Bay, em Quilômetro 10, interior de Irineópolis (SC). Lá, ele nos mostrou um exemplo de folha que, segundo ele, é exatamente o que as fumageiras mais vêm buscando. Ao contrário do que pode parecer, não se trata de uma folha verde e “lisa”, mas com marcas de maturação: amarelada e com manchas que lembram ferrugem.

Não por acaso, as entidades que representam os fumicultores vêm orientando nos últimos anos que o tabaco seja colhido maduro. Essa valorização está relacionada ao tipo de tabaco que mais atende à demanda do mercado externo – lembrando que cerca de 85% da produção brasileira é exportada.

Segundo Seu Luis, que lida com tabaco há 50 anos, não foi sempre assim. “Antes o que as empresas queriam eram as folhas lisinhas. Agora, não mais”, nos contou. Muitos produtores, ainda segundo ele, não conseguem esse nível de qualidade pois acabam fazendo a colheita antes, com medo de manter a plantação exposta.

Texto: Pedro Garcia. Foto: Bruno Pedry 

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