EXPEDIÇÃO: Lavoura irrigada, qualidade garantida

Ivo Bierharls tem colhido bons frutos com sistema de fertirrigação

Ivo Bierharls tem colhido bons frutos com sistema de fertirrigação

Canguçu – De família de fumicultores, Ivo Bierhals é, há 18 anos, chefe de uma propriedade na localidade de Florida, no interior de Canguçu, que tem no tabaco 70% de seu rendimento. Nos últimos tempos, agricultores das redondezas têm feito fila para visitar o local. O motivo: investimentos em tecnologia, frutos da receita obtida a cada ano com a venda de fumo.

Primeiro foi um transformador, há cerca de cinco anos, que revolucionou a rotina na propriedade – onde vivem, além de Seu Ivo, que tem 49 anos, a esposa Marli e cinco filhos. Até então, além de viverem à mercê das frequentes quedas no fornecimento de energia, a família enfrentava dificuldades sempre que as estufas de fumo estavam funcionando, já que não havia carga suficiente para atividades básicas, como aquecer a água para o banho.

No ano passado, porém, o passo foi maior: Seu Ivo investiu cerca de R$ 50 mil em fertirrigação. Começou com a implantação de açude e depois de um sistema que abrange todos os quatro hectares de sua lavoura de fumo (ao todo, 60 mil pés na atual safra). A partir de uma pequena central, a água, misturada ao fertilizante, é bombeada para registros distribuídos pela lavoura e, de lá, para mangueiras que se estendem em cada camalhão e gotejam diretamente nos pés das plantas. “É uma injeção na veia da planta”, define Seu Ivo. O resultado é a qualidade que salta aos olhos, tanto pela cor quanto pelo tamanho e espessura das folhas.

Além de reduzir os custos de produção, já que até então a fertilização era feita manualmente, o sistema ainda protege a propriedade de períodos de estiagem. Em janeiro, por exemplo, faltou chuva por quase três semanas. “E o meu fumo continuava verdinho e molhadinho”, comemora Seu Ivo, que já projeta mais melhorias: “Já me disseram que em dois anos vai dar colocar adubo desse jeito também”.

Primeira parada da expedição foi em Canguçu (RS)

Primeira parada da expedição foi em Canguçu (RS)

OTIMISMO

A boa qualidade do fumo supera até algumas perdas amargadas em novembro quando, pela primeira vez, a propriedade foi atingida por granizo. O otimismo em relação à safra é grande. A colheita teve início em dezembro e deve seguir até abril. Até agora, foram duas apanhas e sete estufadas. A família estima que serão necessárias 23.

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