EXPEDIÇÃO: JÁ É TEMPO DE FAZER OS CANTEIROS NO PARANÁ

Marechal Cândido Rondon/PR – Enquanto no Vale do Rio Pardo o momento é de fim de colheita e comercialização da safra, no oeste do Paraná já está na hora de preparar as mudas para o próximo ciclo. Foi o que encontramos na manhã dessa quarta-feira no interior de Capanema. O casal Marcelo e Ana Paula Brandenburg tem tabaco secando no galpão e já está de olho nos canteiros.

Marcelo e Ana Paula Brandenbrug preparam as mudas que serão transplantadas em abril

Marcelo e Ana Paula Brandenburg preparam as mudas que serão transplantadas em abril

Produtores de burley, eles fazem três safras por ano: a primeira de abril a agosto, a segunda de junho a outubro e a terceira de agosto a dezembro. Menos rigoroso, o inverno é muito aproveitado pelos fumicultores aqui da região. Para garantir bons resultados o ano todo, os Brandenburg investiram em dois sistemas de irrigação: por gotejamento e por asperção.

A tecnologia cobre praticamente toda a área dedicada ao tabaco, que é de sete hectares. “Já produzimos 14 arrobas por mil pés graças à irrigação. Quem não conta com o sistema colhe, no máximo, nove arrobas por mil pés”, compara o fumicultor, que também planta soja, milho e trigo.

Há três anos o casal também investiu em maquinário para a colheita do tabaco (veja abaixo vídeo feito pela família). O implemento francês funciona acoplado a um trator comum. Arranca o pé de fumo burley e vai depositando as plantas em uma carreta basculante que precisa andar ao lado, puxada por outro trator. Quando a carga fica completa, basta levá-la até o galpão e continuar o trabalho na lavoura. “Em um dia conseguimos fazer o trabalho que levávamos três dias”, comemora Ana Paula, sem revelar o valor investido no equipamento.

O produtor Ivo Bartzen, de Marechal Cândido Rondon (PR), foi o primeiro a utilizar a máquina, em 2011, ainda na fase de testes. “É uma maravilha. Ganhamos tempo e dinheiro”, sorri. Gaúcho de Bom Princípio, Bartzen colheu e está terminando de vender 28 toneladas de burley e comum. Ele também utiliza irrigação e puxa água do lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Igor Müller e Bruno Pedry
igor@editoragazeta.com.br
bruno.pedry@gazetadosul.com.br

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