EXPEDIÇÃO: Do maracujá ao frango, regra é diversificar

Cerca de 90% das propriedades fumicultoras do litoral catarinense são diversificadas. As exceções são as propriedades que mantêm produções de grande porte, com mais de 700 mil pés – algumas chegam a 1,2 milhão.

Conhecemos nessa sexta-feira, dia 16 de fevereiro, três produtores e todos apostam em culturas paralelas ao tabaco. Em Araranguá, Leandro Pereira Matos tem meio hectare ocupado por um parreiral de maracujá – produto que é forte na região. Já em Forquilinha, Nilson Loch planta milho na resteva do fumo, feijão e arroz.

Outro caso interessante é o de Murialdo Guttini, em Barracão, interior de Orleans, na região de Tubarão e Braço do Norte. Há dez anos, Seu Murialdo resolveu se valer do lucro do tabaco, que planta há três décadas, para fazer um investimento de peso (foram R$ 780 mil pagos em prestações) que mudou a cara de sua propriedade: construiu um grande aviário, com capacidade para 80 mil animais, e passou a trabalhar com frango de corte. A estrutura ocupa quase um hectare,

Diferente do tabaco, que possui um ciclo de um ano, o frango garante a Seu Murialdo renda o ano inteiro: as entregas acontecem a cada cerca de 40 dias. Apesar disso, nem passa pela sua cabeça abandonar a fumicultura. Segundo ele, manter duas culturas é importante devido às variações de preço. “Quando uma não dá certo, a outra dá. E, geralmente, na hora do aperto, quem salva a pátria é o tabaco”, nos contou. Na atual safra, Seu Murialdo plantou 60 mil pés de fumo em quatro hectares.

Texto: Pedro Garcia. Foto: Bruno Pedry

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