Entidades querem 10,9% de aumento no preço

Carmem Ziebell (carmem@gazetadosul.com.br), matéria publicada no Jornal Gazeta do Sul desta quarta-feira.

Santa Cruz do Sul/RS – O preço a ser praticado na safra de tabaco 2016/2017 começou  a ser debatido ontem, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), entre as entidades representativas dos produtores dos três estados do Sul do País e as empresas fumageiras. As entidades se reuniram pela manhã para discutir entre elas sobre o custo de produção e projeção da safra. À tarde, quando começaram as reuniões individuais com as fumageiras, apresentaram pedido de 10,9% de aumento sobre a tabela da safra 2015/2016.

Conforme o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, o aumento foi apresentado à Alliance One, Philip Morris e JTI . Werner disse que, já no convite para a reunião, foi solicitado às empresas que também levassem para o encontro uma proposta de reajuste do preço do tabaco. No entanto, estas primeiras não levaram.  Em  função disso, relatou ter ficado acertado com elas que a comissão representativa dos fumicultores aguarda uma posição até 15 de dezembro, pois essa indefinição gera angústia nos produtores e em seus representantes.

Nesta quarta-feira,  a comissão representativa vai reunir-se com mais  três fumageiras – Souza Cruz, China Brasil Tabacos e Universal Leaf. A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pelas Federações da Agricultura (Farsul,  Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Afubra. Werner falou que ontem também foi abordada, com as primeiras três  empresas com as quais se reuniram, uma informação recebida do campo de que algumas fumageiras não querem mais comprar o fumo do baixeiro.

“Queremos saber se as empresas vão comprar ou não, porque dentro do sistema integrado e do contrato, elas precisam adquirir toda a produção. O fumicultor não pode ficar no prejuízo”, ressaltou. Werner observou que no momento em que venderam os insumos aos produtores e os cadastraram como integrados, as fumageiras se comprometeram a comprar toda a produção.  As que participaram dos debates de ontem disseram que irão adquirir também as folhas dos baixeiros. “Se alguma empresa pensar diferente, seremos incisivos e  diremos que elas são obrigadas a comprar toda a produção”, ressaltou.

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