Economista da Fiergs fala a executivos sobre perspectivas para 2016

Santa Cruz do Sul/RS – Nessa segunda-feira, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) foi sede de uma palestra proferida por André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sistema Fiergs/Unidade de Estudos Econômicos. Ao falar sobre “Perspectivas para a economia em 2016”, ele abordou questões sobre o cenário internacional, brasileiro e gaúcho e proporcionou uma reflexão sobre os rumos da economia e de que forma o setor industrial poderá ser afetado. O público, formado por executivos de empresas instaladas em Santa Cruz do Sul e região, foi recebido pelo presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, e pelo vice-presidente do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Ciergs), Flávio Haas.

Ao analisar o mercado mundial, Nunes disse que a economia dos países emergentes deve crescer um pouco, mas não será um desenvolvimento substancial; os Estados Unidos devem manter o crescimento com perspectiva de estabilidade; e os países desenvolvidos, especialmente da zona do Euro, devem crescer um pouco mais do que em 2015. Segundo o economista, no contexto geral, o mundo tende a ser um pouco mais favorável para o desenvolvimento econômico e, consequentemente, para o setor industrial brasileiro.

185

Para o Brasil, a previsão é que, em 2016, o índice do Produto Interno Bruto (PIB) caia 1,9% menos do que em 2015, ano que contabiliza em torno de 3% de queda no PIB. As perspectivas são de crescimento positivo de 2,35% no setor agropecuário, mas de retração em outros dois setores: -2,95% na indústria e -0,90% no setor de serviços. A previsão de desempenho negativo na economia brasileira tem base em diversos fatores como o mercado de trabalho, pois, se o crescimento não for retomado, a taxa de desemprego pode passar de 10%. Outros fatores negativos são a inflação, que deverá ser de cerca de 7,1% em 2016, e a taxa Selic, que deverá manter os juros na faixa de 14,25%.

Outro fator que atinge diretamente o setor industrial é o baixo desempenho nas exportações. “Nos parece que pode haver um crescimento tímido, de US$ 193,5 bilhões em 2015 para US$ 205 bilhões em 2016”, prevê André Nunes. O desempenho negativo deverá atingir também as importações, por causa de aspectos como a desvalorização cambial e a recessão da economia. Além disso, conforme o palestrante, a situação das finanças públicas continuará grave, com reflexo direto na economia, já que a agenda política continuará se sobrepondo à agenda econômica.

RIO GRANDE DO SUL

Para o Estado, as perspectivas para 2016 são de agricultura com safra boa, mas insuficiente; e indústria metalmecânica com queda nos investimentos, em função do crédito mais restrito e caro. Segundo a previsão do economista, os setores de alimentos, couro e calçados tendem a cair menos. “O aumento do ICMS terá impactos negativos sobre o crescimento”, disse. Como aspecto positivo, na opinião do economista, está o fato de as demissões não terem ocorrido na mesma proporção da retração econômica, de forma que as indústrias estão com trabalhadores e capacidade de produção ociosa, ou seja, estarão prontas para retomar a produção.

Assessoria de Comunicação do SindiTabaco

Share

Adicione um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *