Diversificação pode render R$ 227 milhões aos produtores de tabaco catarinenses

Agronômica/SC – Para marcar o início da colheita da safrinha catarinense, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) promoveu nessa quinta-feira, dia 4 de maio, o dia de campo do Programa Milho, Feijão e Pastagens Após a Colheita do Tabaco. O evento realizado na propriedade de Everaldo de Souza, na localidade de Alto Gropp, em Agronômica (SC), contou com a participação de representantes do governo do Estado, da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), autoridades, produtores, empresas e imprensa.

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, apresentou os dados levantados. Segundo ele, em Santa Catarina foram cultivados 59.055 hectares, entre milho, feijão, soja e pastagens, com rendimento estimado de R$ 227 milhões. Ele também apontou que, nos três estados do Sul do Brasil, foram 190.360 hectares, e o rendimento para os produtores deve chegar a R$ 600 milhões.

“O setor do tabaco sempre apoiou a diversificação, desde que ofereça renda real aos produtores. Pesquisa recente demonstrou que 79% dos produtores fazem algum tipo de rotação de culturas para reduzir a proliferação de pragas, doenças e ervas daninhas e que cerca de 50% garante renda com outros produtos além do tabaco, aumentando significativamente a sua renda”, comentou Schünke, avaliando ainda que além do milho, feijão e pastagens, os produtores também têm aderido ao cultivo da soja em áreas onde foi colhido o tabaco.

DADOS DO LEVANTAMENTO
Levantamento realizado pelo SindiTabaco contabilizou os números da produção de grãos nas áreas produtoras de tabaco e as estimativas de renda para os produtores. Segundo a pesquisa, a safrinha catarinense teve o plantio de 37.315 hectares de milho e 5.120 hectares de feijão. Com uma produtividade média do milho estimada em 6,6 toneladas por hectare, o volume chegará a 246.280 toneladas.

Considerando o preço médio de R$ 650,00 por tonelada, o total da safrinha catarinense de milho pode chegar a R$ 160 milhões. Em relação ao feijão, a produtividade é estimada em 2,5 toneladas por hectare, com safra de 12.800 toneladas. Ao preço médio de R$ 3.985 por tonelada, a safra catarinense de feijão poderá chegar a aproximadamente R$ 51 milhões.

Considerando as regiões produtoras de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram cultivados 111 mil hectares de milho e 16 mil hectares de feijão, 49 mil hectares de pastagem e 14 mil hectares de soja, com expectativa de rendimento de R$ 415 milhões para o milho e R$ 128 milhões para o feijão. Após a colheita, o produtor de tabaco cultiva também outros grãos, com destaque para a soja que renderá em torno de R$ 57 milhões nos quase 14 mil hectares plantados.

Há ainda o cultivo significativo de pastagens para alimentação dos animais. O levantamento apontou que em Santa Catarina, quase 14 mil hectares são utilizados para pastagens e, nos três estados sul-brasileiros, a soma chega a aproximados 50 mil hectares.

SOBRE O PROGRAMA – Conduzido pelo SindiTabaco, o Programa Milho e Feijão foi criado para incentivar a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais. Em Santa Catarina, são parceiros: o governo do Estado, a Afubra, a Fetaesc, a Faesc e o Senar. A ação reúne a estrutura de campo das empresas de tabaco e das entidades apoiadoras, que divulgam as vantagens do plantio da safrinha e incentivam a prática de diversificação da propriedade.

VANTAGENS PARA O PRODUTOR – O cultivo nas áreas onde foi colhido o tabaco reduz os custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados. Consequentemente, pode haver redução de custo na produção de proteína (carne, leite e ovos), com a utilização do milho da safrinha no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.

06319_Infográfico programa milho, feijão e pastagens após colheita SindiTabaco

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