Contrabando é o alvo de campanha lançada no País

Por Heloisa Corrêa (heloisa.correa@gazetadosul.com.br)

Com o título O Brasil que nós queremos, uma nova campanha pretende combater o contrabando. A motivação foi o prejuízo gerado pela prática aos setores produtivos no ano passado – pelo menos R$ 130 bilhões. Informações da Associação Brasileira de Combate à Falsificação dão conta de que o setor mais afetado pela ilegalidade é o de cigarros, com perda estimada em R$ 5 bilhões por ano.

Para o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, o prejuízo poderia ser reduzido se houvesse mais investimentos no controle das fronteiras, principalmente do Paraguai, de onde vem a maior parte dos cigarros ilegais. Além disso, acordos de cooperação entre o governo do Brasil e de outros países e penas mais severas aos infratores são fatores apontados por Schünke como necessários para a diminuição do contrabando.

Com o aumento anual do consumo de produtos contrabandeados, segundo o presidente do Sinditabaco, a indústria nacional tem diminuído postos de trabalho, causando prejuízos sociais ao País. “Por isso é importante a conscientização de quem consome produtos ilegais. Afinal, se não tem comprador, não tem contrabando”, afirmou.
A campanha é uma iniciativa da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação, Movimento Nacional em Defesa do Mercado Legal Brasileiro e Ministério da Justiça. Outras 70 entidades empresariais e organizações da sociedade civil afetadas pela ilegalidade também apoiam.

Para Afubra, culpa é da carga tributária
A facilidade em obter lucro com produtos contrabandeados é apontada pelo presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, como um dos fatores que mais estimulam a prática ilegal no País. Para ele, a grande diferença de preços faz com que o consumidor, muitas vezes, opte pelo cigarro ilegal. “Se os cigarros não tivessem tantos impostos no Brasil seria mais fácil vender a um preço menor, o que diminuiria a procura pelo ilegal”, observou.

O presidente da Afubra aponta, no entanto, que é a população que deixa de ganhar e sai prejudicada com o contrabando, já que a não arrecadação de tributos acarreta na falta de investimentos em saúde, educação e segurança. Além disso, quem consome produto contrabandeado não tem certeza sobre a procedência dos cigarros.

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