Comissão organizadora do Agro-Phyto Brasil abre inscrições

Santa Cruz do Sul/RS – Depois de receber o Board do Centro de Cooperação para Estudos Científicos em Tabaco (Coresta), em fevereiro e a Conferência do Controle da Infestação em maio, o Brasil agora se prepara o Agro-Phyto, que acontece entre 22 a 26 de outubro, na Universidade de Santa Cruz do Sul. Considerada a “Capital Mundial do Tabaco” por reunir o maior complexo de beneficiamento de tabaco do mundo, Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, foi novamente eleita para sediar o encontro dos grupos de trabalho. Esta será a terceira ver que o Agro-Phyto se reúne no Brasil. Eventos anteriores foram realizados em 1987, em Porto Alegre, e em 2005, em Santa Cruz do Sul.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) é anfitrião do evento em 2017 e lançou recentemente o site www.corestabrazil.com para promover o evento e operacionalizar as inscrições. De acordo com o presidente do sindicato, Iro Schünke, receber essa gama de profissionais em Santa Cruz do Sul para mais uma edição do Coresta Agro-Phyto é motivo de grande orgulho e satisfação para o SindiTabaco e suas empresas associadas.

“A última edição realizada em nossa cidade, em 2005, foi marcada pelo número recorde de participantes, procedentes de 30 países, demonstrando a importância que o Brasil representa no cenário internacional do tabaco”, afirma Schünke.  A estimativa é de que o Agro-Phyto deva reunir cerca de 200 especialistas em tabaco procedentes de diversos países de todos os continentes, reunindo técnicos, engenheiros agrônomos, fitopatologistas, geneticistas, pesquisadores, professores universitários e profissionais ligados ao setor.

PROGRAMAÇÃO – Um coquetel abrirá o evento no dia 22 de outubro, domingo. As apresentações orais dos trabalhos inscritos acontecem entre os dias 23 e 26 de outubro. Na manhã do dia 25 haverá também um espaço para as apresentações de trabalhos em formato de posters. Os trabalhos científicos devem abordar experimentos desde a produção de sementes, mudas, fertilização, tratos culturais, cura e armazenamento do tabaco, controle de pragas e doenças, redução e substituição de agrotóxicos, além da produção sustentável do tabaco. No dia 25 haverá uma tarde de campo, com visitação a três propriedades rurais.

SOBRE O CORESTA – O “Centro de Cooperação para Estudos Científicos em Tabaco”, na sua versão francesa, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1956, cujo propósito é promover a cooperação em pesquisa científica relativa ao tabaco e seus produtos derivados. A principal atividade consiste em produzir e tornar público boas práticas, relatórios científicos seguros e métodos analíticos robustos, e ainda estabelecer uma rede de contatos para os cientistas. Os membros do Coresta são fabricantes, universidades, institutos de pesquisa, fornecedores de componentes ou equipamentos, laboratórios independentes ou do governo, associações, etc.

Os associados estão sediados em mais de 40 países e representados em mais de 50 por meio de suas subsidiárias e afiliadas. No site www.coresta.org, é possível acompanhar todas as deliberações do Coresta. Os grupos de estudo nas áreas de Agronomia e Fitopatologia (Agro-Phyto) e de cigarro e tecnologia (Smoke-Techno) se reúnem em seminários anuais. Em 2017, o Agro-Phyto será no Brasil em Santa Cruz do Sul, enquanto que o Smoke-Tschno se reunirá em Kitzbühel, na Áustria.

TABACO NO BRASIL – O Brasil é o maior exportador de tabaco em folha do mundo desde 1993 e o segundo maior produtor. O país é referência na produção de tabaco de qualidade e integridade, além de aspectos relacionados à sustentabilidade, especialmente em relação aos aspectos de saúde e segurança dos produtores, preservação ambiental e combate ao trabalho infantil. Em 2016, o produto representou 1,15% do total das exportações brasileiras, embarcado para 90 países e resultando em US$ 2,12 bilhões em divisas.

No ranking mundial de produção de tabaco, o país fica atrás somente da China. Considerado um dos pilares da economia do Sul do Brasil, a tradição cultivada por milhares de famílias agrícolas oportuniza renda e empregos diretos e indiretos em 574 municípios. Somente no meio rural, quase 600 mil pessoas se envolvem com a atividade e 40 mil empregos diretos são gerados nas empresas do setor instaladas na Região Sul do País.

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