Caminhos do Tabaco: expedição chega a Santa Catarina

Por: GIOVANE WEBER E ANDERSON REBINSKI, produtores de tabaco

O segundo dia de viagem foi de visitas. Depois de ir a São Lourenço do Sul e São Jerônimo no domingo, voltamos a Santa Cruz, de onde saímos nessa segunda-feira, 11, às 7 horas. A primeira parada foi em Venâncio Aires. Depois seguimos para Sério e rumamos para Santa Catarina. Cruzamos a divisa com o Rio Grande do Sul, na ponte sobre o Rio Mampituba, às 21h50. Hoje a expedição segue por aqui, onde a safra também está avançando.

Quase bombeiros

A sete quilômetros do Centro de Venâncio Aires, em Linha Bem Feita, a história de Altair Antônio Franco, 50, e seu filho Diego, 27 anos, impressiona. Eles terminaram a colheita dos 120 mil pés de tabaco antes do Natal e já venderam boa parte. Experientes, pai e filho podem ser chamados de bombeiros, pois instalaram um sistema de hidrantes para evitar o pior em caso de incêndio em alguma estufa.

Tem soja…

Todo o produtor sabe que é importante diversificar e encontrar alternativas de renda além do tabaco. Foi isso que fizeram os jovens Jorge e Denise Bergenthal, de 30 e 24 anos, respectivamente. Casados há dois anos, eles moram em Estância São José, também em Venâncio, e seguem a lição à risca. Na propriedade plantaram 80 mil pés de tabaco nesta safra e ainda cultivam 30 hectares de soja.

…e porco

Sério é um município cercado de morros e com declive acentuado. Foi lá que encontramos Hilário Bergmann, 62 anos, e o filho Francisco, de 32. O pai segue firme no lavoura, com uma plantação com 40 mil pés de tabaco e, para diversificar, investiu na criação de suínos. Francisco vai pelo mesmo caminho – planta 120 mil pés e está otimista com esta safra.

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