Câmara Setorial diz que apenas 10% da safra já foi comercializada

Santa Cruz do Sul/RS – A comercialização do tabaco produzido em 310 mil hectares dos três estados do Sul do Brasil está mais lenta em relação aos anos anteriores. A informação é do secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e presidente da Câmara Setorial do Tabaco, Romeu Schneider.

Ele calcula que até essa sexta-feira, a última de fevereiro, cerca de 10% da safra 2014/15 deve ter sido comercializada. Para Schneider, é um percentual bem abaixo da média nesse período, quando cerca de 20% da produção costuma estar entregue nas empresas. Na próxima segunda-feira empresas como a JTI dará início ao processamento da safra.

O dirigente reconhece que a comercialização está um tanto atrasada em 2015 em relação a anos anteriores por uma série de fatores, a começar pelo atraso na própria colheita, em virdude do excesso de chuvas ao longo do verão. Nos últimos dias o transporte da propriedade até as indústrias foi reduzido a quase zero devido aos protestos liderados por caminhoneiros em mais de 150 locais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

VOLUME MAIOR

Mas o presidente da Câmara Setorial do Tabaco ventila uma outra sinalização advinda do campo: o volume de produção tende a ser maior do que o inicialmente previsto pela cadeia produtiva para a atual safra. Como nas empresas ainda há estoque remanescente da última temporada, cria-se, assim, um fato novo, que pode descortinar um cenário mais complicado de comercialização para os próximos meses.

Romar Beling
romar@editoragazeta.com.br
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